
O cantor pop Michael Jackson (51 anos) faleceu na quinta feira 25/6/2009, devido a uma parada cardíaca provocada por medicamentos. Ele sofria de desmorfobia corporal, uma doença da mente que não aceita a forma do próprio corpo. Um de seus fãs quando soube do seu passamento disse que ele se juntaria a Elvis Presley, Jimi Hendrix e outros. Será?!?!?
A doutrina baseada nas Escrituras, diz que: “Os corpos dos homens, depois da morte, convertem-se em pó e vêm a corrupção; mas as suas almas (que nem morrem nem dormem), tendo uma substância imortal, voltam imediatamente para Deus que as deu. As almas dos justos, sendo então aperfeiçoadas na santidade, são recebidas no mais alto dos céus onde vêm a face de Deus em luz e glória, esperando a plena redenção dos seus corpos; e as almas dos ímpios são lançadas no inferno, onde ficarão, em tormentos e em trevas espessas, reservadas para o juízo do grande dia final. Além destes dois lugares destinados às almas separadas de seus respectivos corpos as Escrituras não reconhecem nenhum outro lugar (Gn 3.19; At 13.36; Lc 23.43; Ec 12.7; Ap 7.4,15; 2Co 5.1,8; Fp 1.23; At 3.21; Ef 4.10; Rm 5.23; Lc 16:25-24)”. (Conf. Fé Westminster, Cap. XXXII, I).
A Epístola aos Hebreus é cheia de contrastes. Na secção, do capítulo 9.23-28, mostra a excelência da obra sumo sacerdotal e Cristo. O Dr. Kistemaker (Hebreus, Cultura Cristã, 2003, p. 372) lembra que “[...] o escritor dessa epístola gosta das palavras uma só vez ; ele as usa oito vezes (6.4; 9.7, 26, 27, 28; 10.2; 12.26, 27)”. A morte e julgamento seguem um ao outro numa sequência lógica.
Pode-se aprender seguramente três lições:
A primeira é a Condição de todos os Homens – “aos homens está ordenado...” (27). Esta é a condição ordinária de todos os homens “morrerem uma só vez” (cf. tb. 2Sm 14.14; Jó 30.23; Sl 49.10; Ec 8.8). É por causa do pecado que o homem está sujeito à morte física. Não pode viver como imortal ou acima das leis que regem a natureza física, uma vez que o pecado é universal – “Portanto, assim como por um só homem entrou o pecado no mundo, e pelo pecado, a morte, assim também a morte passou a todos os homens, porque todos pecaram” (Rm 5.12)·
A segunda é a Obra Realizada de Jesus pelos Homens – “Cristo, tendo-se oferecido uma vez para sempre para tirar os pecados de muitos...” (28a). Calvino (Hebreus, Parácletos, 1997, p. 220) diz que “[...] tudo o que se outrora se praticava teve fim com a vinda de Cristo”. O sumo sacerdote – Jesus Cristo, entrou nos céus uma única vez na presença de Deus e atua como advogado, intercessor, mediador e fiador.
É impossível que outros sacrifícios como o sangue de bodes e touros remova pecados: “...porque é impossível que o sangue de touros e de bodes remova pecados” (Hb 10.4). O sacrifício de Cristo tem efeito duradouro e o seu sangue purifica a Igreja de maneira que ela é capaz de apresentar-se incontaminada diante de Deus – “...Cristo amou a igreja e a si mesmo se entregou por ela, para que a santificasse, tendo-a purificado por meio da lavagem de água pela palavra para a apresentar a si mesmo igreja gloriosa, sem mácula, nem ruga, nem coisa semelhante, porém santa e sem defeito” (Ef 5.25-27).
A terceira é a tarefa da pessoa em relação a Jesus: “aparecerá [Jesus] sem pecado aos que aguardam a sua salvação” (28). A tarefa das pessoas é aceitar os oferecimentos de Deus e para isso é necessário fé e arrependimento.
Ora, Cristo veio "para levar o pecado de muitos” – Calvino (Hebreus, Parácletos, 1997, p. 249) diz que “[...] Ao dizer muitos, ele quer dizer todos com em Romanos 5.15. Naturalmente que nem todos desfrutam dos resultados da morte de Cristo; isso porém sucede em decorrência de sua incredulidade, que os impede de crer”. O reformador entende que não há uma discussão entre os termos muitos e poucos, mas que Cristo morreu em favor de outros e não de si próprio.
Cristo, ainda, “aparecerá sem pecado”. Calvino (idem p. 249) entende que o apóstolo está falando de algo mais específico, isto é, “que não haverá necessidade de fazer outro sacrifício para satisfazer a Deus”.
O que é necessária é a confissão. Ela é particular, pessoal, e, requer arrependimento dos pecados: “Se confessarmos os nossos pecados, ele é fiel e justo para nos perdoar os pecados e nos purificar de toda injustiça. Se dissermos que não temos cometido pecado, fazemo-lo mentiroso, e a sua palavra não está em nós” (1 Jo 1.9). Não é só confessar, mas também abandonar: “O que encobre as suas transgressões jamais prosperará; mas o que as confessa e deixa alcançará misericórdia” (Pv 28.13).
Diz Kistemaker (Hebreus, Cultura Cristã, 2003, p. 374): “[...] E o sangue de Cristo cancela o pecado: um pecador perdoado por Deus está diante dele como se nunca tivesse pecado”.