segunda-feira, 31 de maio de 2010

A ESSÊNCIA DO AMOR

A secularização da igreja infelizmente tem permitido que valores eternos e absolutos sejam compreendidos e vividos de maneira errada, produzindo resultados desastrosos para a família, a igreja e a sociedade, em geral. A influência do cinema, da TV, da internet e das revistas tem trazido, na maioria das vezes, uma noção errada e nociva do que é amor.

Jay Adams (in “Para Adoçar um Casamento Azedo”, 1985, p. 6), mostra que o amor não é sentimento, mas uma resolução e uma doação, quando diz: “Primeiro de tudo, o amor não é sentimento. Antes de tudo mais, o amor é a resolução de fazer o bem por outra pessoa porque Deus ordenou que o fizesse. O amor começa, portanto, com um desejo de agradar a Deus. O amor pelo outro é uma disposição de dar-lhe o que você tiver de que ele necessita, porque você sabe que Deus assim quer. Onde existe o verdadeiro amor, o sentimento vem logo em seguida”.

Note que o padrão para o verdadeiro amor é Deus – “Aquele que não ama não conhece a Deus, pois Deus é amor” (1 Jo 4.8). Ele é a essência do amor. Ele é que determina que aos seus discípulos que amem, quer tenham vontade ou não, e o façam até para com os seus inimigos: “...amai os vossos inimigos e orai pelos que vos perseguem; para que vos torneis filhos do vosso Pai celeste, porque ele faz nascer o seu sol sobre maus e bons e vir chuvas sobre justos e injustos” (Mt 5.45-46). Não existe saída, pois o amor pode ‘esfriar’, mas ele jamais acaba como dizem as Escrituras: “...o amor é forte como a morte...” (Ct 8.6); “O amor jamais acaba...” (1 Co 13.8).

Portanto, o amor começa com o desejo de agradar a Deus – “O meu mandamento é este: que vos ameis uns aos outros, assim como eu vos amei... Vós sois meus amigos, se fazeis o que eu vos mando” (Jo 15.12,14). Foi por isso que Jesus resumiu os dez mandamentos dessa forma: “...Amarás o Senhor, teu Deus, de todo o coração, de toda a tua alma, de todas as tuas forças e de todo o teu entendimento; e: amarás o teu próximo como a ti mesmo” (Lc 10.27-28; cf. tb. Mc 12.28-34).

Perceba, ainda, que o amor a Deus traz bênçãos: “Sabemos que todas as coisas cooperam para o bem daqueles que amam a Deus, daqueles que são chamados segundo o seu propósito” (Rm 8.28); “buscai, pois em primeiro lugar, o seu reino e a sua justiça, e todas estas coisas vos serão acrescentadas” (Mt 6.33).

Talvez você tenha dificuldades em amar. Por isso entregue-se a Deus e suplique que o Espírito Santo derrame este amor sobre o seu coração (Rm 5.5).