terça-feira, 23 de novembro de 2010

UNIVERSIDADE MACKENZIE: EM DEFESA DA LIBERDADE DE EXPRESSÃO RELIGIOSA



A Universidade Presbiteriana Mackenzie vem recebendo ataques e críticas por um texto alegadamente “homofóbico” veiculado em seu site desde 2007. Nós, de várias denominações cristãs, vimos prestar solidariedade à instituição. Nós nos levantamos contra o uso indiscriminado do termo “homofobia”, que pretende aplicar-se tanto a assassinos, agressores e discriminadores de homossexuais quanto a líderes religiosos cristãos que, à luz da Escritura Sagrada, consideram a homossexualidade um pecado. Ora, nossa liberdade de consciência e de expressão não nos pode ser negada, nem confundida com violência. Consideramos que mencionar pecados para chamar os homens a um arrependimento voluntário é parte integrante do anúncio do Evangelho de Jesus Cristo. Nenhum discurso de ódio pode se calcar na pregação do amor e da graça de Deus.


Como cristãos, temos o mandato bíblico de oferecer o Evangelho da salvação a todas as pessoas. Jesus Cristo morreu para salvar e reconciliar o ser humano com Deus. Cremos, de acordo com as Escrituras, que “todos pecaram e carecem da glória de Deus” (Romanos 3.23). Somos pecadores, todos nós. Não existe uma divisão entre “pecadores” e “não-pecadores”. A Bíblia apresenta longas listas de pecado e informa que sem o perdão de Deus o homem está perdido e condenado. Sabemos que são pecado: “prostituição, impureza, lascívia, idolatria, feitiçaria, inimizades, contendas, rivalidades, iras, pelejas, dissensões, heresias, invejas, homicídios, bebedices, glutonarias” (Gálatas 5.19). Em sua interpretação tradicional e histórica, as Escrituras judaico-cristãs tratam da conduta homossexual como um pecado, como demonstram os textos de Levítico 18.22, 1Coríntios 6.9-10, Romanos 1.18-32, entre outros. Se queremos o arrependimento e a conversão do perdido, precisamos nomear também esse pecado. Não desejamos mudança de comportamento por força de lei, mas sim, a conversão do coração. E a conversão do coração não passa por pressão externa, mas pela ação graciosa e persuasiva do Espírito Santo de Deus, que, como ensinou o Senhor Jesus Cristo, convence “do pecado, da justiça e do juízo” (João 16.8).


Queremos assim nos certificar de que a eventual aprovação de leis chamadas anti-homofobia não nos impedirá de estender esse convite livremente a todos, um convite que também pode ser recusado. Não somos a favor de nenhum tipo de lei que proíba a conduta homossexual; da mesma forma, somos contrários a qualquer lei que atente contra um princípio caro à sociedade brasileira: a liberdade de consciência. A Constituição Federal (artigo 5º) assegura que “todos são iguais perante a lei”, “estipula ser inviolável a liberdade de consciência e de crença” e “estipula que ninguém será privado de direitos por motivo de crença religiosa ou de convicção filosófica ou política”. Também nos opomos a qualquer força exterior – intimidação, ameaças, agressões verbais e físicas – que vise à mudança de mentalidades. Não aceitamos que a criminalização da opinião seja um instrumento válido para transformações sociais, pois, além de inconstitucional, fomenta uma indesejável onda de autoritarismo, ferindo as bases da democracia. Assim como não buscamos reprimir a conduta homossexual por esses meios coercivos, não queremos que os mesmos meios sejam utilizados para que deixemos de pregar o que cremos. Queremos manter nossa liberdade de anunciar o arrependimento e o perdão de Deus publicamente. Queremos sustentar nosso direito de abrir instituições de ensino confessionais, que reflitam a cosmovisão cristã. Queremos garantir que a comunidade religiosa possa exprimir-se sobre todos os assuntos importantes para a sociedade.


Manifestamos, portanto, nosso total apoio ao pronunciamento da Igreja Presbiteriana do Brasil publicado no ano de 2007 [link – http://www.ipb.org.br/noticias/noticia_inteligente.php3?id=808] e reproduzido parcialmente, também em 2007, no site da Universidade Presbiteriana Mackenzie, por seu chanceler, Reverendo Dr. Augustus Nicodemus Gomes Lopes. Se ativistas homossexuais pretendem criminalizar a postura da Universidade Presbiteriana Mackenzie, devem se preparar para confrontar igualmente a Igreja Presbiteriana do Brasil, as igrejas evangélicas de todo o país, a Igreja Católica Apostólica Romana, a Congregação Judaica do Brasil e, em última instância, censurar as próprias Escrituras judaico-cristãs. Indivíduos, grupos religiosos e instituições têm o direito garantido por lei de expressar sua confessionalidade e sua consciência sujeitas à Palavra de Deus. Postamo-nos firmemente para que essa liberdade não nos seja tirada.


Este manifesto é uma criação coletiva com vistas a representar o pensamento cristão brasileiro.

Para ampla divulgação.

quarta-feira, 3 de novembro de 2010

COMO VOCÊ ENCARA O SOFRIMENTO?



Vive-se grande tensão a cada dia, seja na política, no futebol, na economia, na saúde, na segurança, entre outros. A guerra parece iminente diante do antagonismo entre as partes beligerantes. Isso denota uma peleja em todas as frentes e por todos os meios disponíveis. Não há misericórdia. Não há descanso.


Ser um cristão nos dias atuais implica em viver lutas infernais, com a graça e a paz de Cristo.

No início do capítulo quatro, o apóstolo Pedro diz que:
“... Cristo sofreu corporalmente [na carne], armem-se também do mesmo pensamento, pois aquele que sofreu em seu corpo [em sua carne] rompeu com o pecado...” (vs. 1, NVI).
É a repetição do pensamento de 1 Pedro 2.21-24 (NVI):

“Para isso vocês foram chamados, pois também Cristo sofreu no lugar de vocês, deixando-lhes exemplo, para que sigam os seus passos. “Ele não cometeu pecado algum, e nenhum engano foi encontrado em sua boca” [Is 53.9]. Quando insultado, não revidava; quando sofria, não fazia ameaças, mas entregava-se àquele que julga com justiça. Ele mesmo levou em seu corpo os nossos pecados sobre o madeiro, a fim de que morrêssemos para os pecados e vivêssemos para a justiça; por suas feridas vocês foram curados”.
Você pode encarar o sofrimento de maneira pedagógica e espiritual em 1 Pedro 4.12-19:

Primeiro, O SOFRIMENTO NÃO DEVE NOS SURPREENDER, MAS NOS ALEGRAR NO SENHOR  (vs. 12-14, NVI):
Amados, não se surpreendam com o fogo que surge entre vocês para os provar, como se algo estranho lhes estivesse acontecendo. Mas alegrem-se à medida que participam dos sofrimentos de Cristo, para que também, quando a sua glória for revelada, vocês exultem com grande alegria. Se vocês são insultados por causa do nome de Cristo, felizes são vocês, pois o Espírito da glória, o Espírito de Deus, repousa sobre vocês.
Vários servos de Deus fizeram isso no passado.

Jesus nos ensinou isso em Mateus 5.11-12 e Lucas 6.22:

“Bem-aventurados sois quando, por minha causa, vos injuriarem, e vos perseguirem, e, mentindo, disserem todo mal contra vós. Regozijai-vos e exultai, porque é grande o vosso galardão nos céus; pois assim perseguiram aos profetas que viveram antes de vós”.
“Bem-aventurados sois quando os homens vos odiarem e quando vos expulsarem da sua companhia, vos injuriarem e rejeitarem o vosso nome como indigno, por causa do Filho do Homem.”


Segundo, O SOFRIMENTO NÃO DEVE NOS ENVERGONHAR, MAS GLORIFICAR AO SENHOR (vs. 15-16, NVI)
Se algum de vocês sofre, que não seja como assassino, ladrão, criminoso, ou como quem se intromete em negócios alheios. Contudo, se sofre como cristão, não se envergonhe, mas glorifique a Deus por meio desse nome
A única coisa que pode envergonhar aquele crê em Jesus é o seu próprio pecado:
“Ó SENHOR, a nós pertence o corar de vergonha, aos nossos reis, aos nossos príncipes e aos nossos pais, porque temos pecado contra ti” (Dn 9.8)
Se ele sofre como um cristão ele não deve se envergonhar, mas deve glorificar o nome do Senhor:
“Assim brilhe também a vossa luz diante dos homens, para que vejam as vossas boas obras e glorifiquem a vosso Pai que está nos céus” (Mt 5.16)

 Terceiro, O SOFRIMENTO NÃO DEVE NOS AMEDRONTAR, MAS REVELAR A JUSTIÇA DO SENHOR (vs. 17-19, NVI):
Pois chegou a hora de começar o julgamento pela casa de Deus; e, se começa primeiro conosco, qual será o fim daqueles que não obedecem ao evangelho de Deus? E, “se ao justo é difícil ser salvo, que será do ímpio e pecador?” [Pv 11.31] Por isso mesmo, aqueles que sofrem de acordo com a vontade de Deus devem confiar sua vida ao seu fiel Criador e praticar o bem
Deus é o justo e reto juiz:
Dt 32.4 - “Eis a Rocha! Suas obras são perfeitas, porque todos os seus caminhos são juízo; Deus é fidelidade, e não há nele injustiça; é justo e reto”;
Sl 7.11 - “Deus é justo juiz, Deus que sente indignação todos os dias”;
Sl 68.5 - “Pai dos órfãos e juiz das viúvas é Deus em sua santa morada”;
Is 33.22 - “Porque o SENHOR é o nosso juiz, o SENHOR é o nosso legislador, o SENHOR é o nosso Rei; ele nos salvará”;
2 Tm 4.8 - “Já agora a coroa da justiça me está guardada, a qual o Senhor, reto juiz, me dará naquele Dia; e não somente a mim, mas também a todos quantos amam a sua vinda”;
Hb 10.31 - “Horrível coisa é cair nas mãos do Deus vivo”.
Mas será que necessitamos de sofrer?

Alguém disse que: “[...] Algumas vezes Deus precisa derrubar-nos de costas para que olhemos para cima... Algumas vezes vemos mais através de uma lágrima do que através de um telescópio”.

As experiências de outras pessoas podem nos ajudar a imitar a Cristo no sofrimento.

Conta certa pessoa, que não quis se identificar, desabafou:

O nosso ônibus atrasou quarenta e cinco minutos em virtude de um pneu furado. Cheguei ao hospital e recebi a notícia de que minha esposa falecera meia hora antes de minha chegada. A morte fora súbita. E nossa vida feliz de casados durou apenas três anos e meio! Meu coração estava amargurado e cheio de aflição. Eu quase cheguei a blasfemar contra Deus, porque minha filhinha de dois anos e eu ficamos sós na tristeza.

Depois de algum tempo, meu coração se encheu de uma paz estranha. O peso da amargura foi aliviado. Foi quando experimentei o significado da expressão: “...paz de Deus, que excede todo o entendimento...” (Filipenses 4.7).

Cada passagem bíblica lida no ofício fúnebre tornou-se mais vívida para mim. Meu coração rejubilou-se na certeza de que o túmulo não permaneceria fechado para sempre. A morte não terá vitória final.
Você não tem o controle de todas as coisas, mas Deus tem.

Geralmente as pessoas acham que controlam todas as coisas.

O sofrimento pode surgir a qualquer um e em qualquer momento.

Por isso aprenda a entregar-se àquele que sofreu mais do que todas as pessoas - Jesus Cristo.

Ore e entregue o seu coração a Ele!