terça-feira, 6 de dezembro de 2011

DAR E RECEBER


A generosidade dos irmãos da Macedônia é exemplo de uma boa disposição de lidar com o dinheiro. Aqui há expressões nítidas de amor e graça entre judeus e gentios convertidos.

Como a geração em que se vive é iminentemente consumista e voltada demasiadamente para a individualidade é necessário aprender com os macedônios algumas das lições mais preciosas para a vida. Elas se voltam para o próximo (aqueles que estão à nossa volta) e para a glória de Deus.

Primeiro, AS SUAS DOAÇÕES INCENTIVARAM A UNIÃO: Agora, porém, estou de partida para Jerusalém, a serviço dos santos. Pois a Macedônia e a Acaia tiveram a alegria de contribuir para os pobres dentre os santos de Jerusalém. Tiveram prazer nisso, e de fato são devedores aos santos de Jerusalém. Pois, se os gentios participaram das bênçãos espirituais dos judeus, devem também servir aos judeus com seus bens materiais. Assim, depois de completar essa tarefa e de ter a certeza de que eles receberam esse fruto, irei à Espanha e visitarei vocês de passagem. Sei que, quando for visitá-los, irei na plenitude da bênção de Cristo”. (Rm 15.25-29, NVI).
Os gentios reconheceram que deviam sua nova vida espiritual aos cristãos judeus e transformaram isso em motivo de comunhão entre eles.

Segundo, AS SUAS DOAÇÕES ERAM OBRA DA GRAÇA DE DEUS - “Agora, irmãos, queremos que vocês tomem conhecimento da graça que Deus concedeu às igrejas da Macedônia” (2Co 8.1, NVI).
Paulo estava escrevendo aos coríntios e mostrando como Deus é maravilhoso e gracioso. As dádivas dos gentios eram um sinal de que Deus estava operando entre eles.

Terceiro, AS SUAS DOAÇÕES SURPREENDERAM A TODOS - “No meio da mais severa tribulação, a grande alegria e a extrema pobreza deles transbordaram em rica generosidade... E não somente fizeram o que esperávamos, mas entregaram-se primeiramente a si mesmos ao Senhor e, depois, a nós, pela vontade de Deus. Assim, recomendamos a Tito que, assim como ele já havia começado, também completasse esse ato de graça da parte de vocês" (2Co 8.2,5-6).
As suas dádivas eram diferentes das doações em geral. Normalmente as pessoas doam da sua abundância, mas os macedônios doaram em meio à pobreza e perseguição. Os macedônios como gentios se submeteram aos seus irmãos judeus e ao apóstolo Paulo, “pela vontade de Deus”.

Quarto, AS SUAS DOAÇÕES FORAM SACRIFICIAIS“Pois dou testemunho de que eles deram tudo quanto podiam, e até além do que podiam. Por iniciativa própria” (2Co 8.3, NVI).
Os macedônios doaram “na medida de suas posses e mesmo acima delas”. Eles necessitaram exercitar a fé uma vez que a “fé sem obras é morta”.
É isso que diz Tiago – “De que adianta, meus irmãos, alguém dizer que tem fé, se não tem obras? Acaso a fé pode salvá-lo? Se um irmão ou irmã estiver necessitando de roupas e do alimento de cada dia e um de vocês lhe disser: “Vá em paz, aqueça-se e alimente-se até satisfazer-se”, sem porém lhe dar nada, de que adianta isso? Assim também a fé, por si só, se não for acompanhada de obras, está morta” (Tg 2.14-17, NVI).

Quinto, AS SUAS DOAÇÕES FORAM ESPONTÂNEAS“eles nos suplicaram insistentemente o privilégio de participar da assistência aos santos” (2Co 8.4, NVI).
Foram os macedônios que pediram espontaneamente “com muitos rogos, a graça de participarem da assistência aos santos”. Sua participação foi tremendamente espantosa e intrinsecamente espontânea.

Esta espontaneidade revelava um ato de submissão, pois as suas doações eram fruto de um relacionamento profundo com Deus e de seu desejo de comunhão com a família de Deus. Po
rtanto, glorificavam a Deus - “Assim, quer vocês comam, bebam ou façam qualquer outra coisa, façam tudo para a glória de Deus” (1Co 10.31, NVI).

Sexto, AS SUAS DOAÇÕES TROUXERAM IGUALDADE “Porque, se há prontidão, a contribuição é aceitável de acordo com aquilo que alguém tem, e não de acordo com o que não tem. Nosso desejo não é que outros sejam aliviados enquanto vocês são sobrecarregados, mas que haja igualdade. No presente momento, a fartura de vocês suprirá a necessidade deles, para que, por sua vez, a fartura deles supra a necessidade de vocês. Então haverá igualdade, como está escrito: “Quem tinha recolhido muito não teve demais, e não faltou a quem tinha recolhido pouco”. (2Co 8.12-15, NVI).
O vs. 13 mostra que as doações dos macedônios não visavam alívio dos judeus crentes de Jerusalém e sobrecarga a eles, mas apelava para a igualdade - “para que haja igualdade”.
Embora o evangelho de Cristo seja radical ou absoluto, o equilíbrio é requerido entre as pessoas em geral. Calvino (2Coríntios, 1995, p. 175) pontua que: “[...] o Senhor ordena que demos em justa proporção dos recursos que nos estão disponíveis, tanto quanto nossos fundos permitem, socorrendo àqueles que se acham em dificuldades, de tal modo que não haja alguns com extrema abundância e outros com extrema carência...”.

Sétimo, AS SUAS DOAÇÕES NÃO VISAVAM ENVERGONHAR OUTROS CRENTES“Contudo, estou enviando os irmãos para que o orgulho que temos de vocês a esse respeito não seja em vão, mas que vocês estejam preparados, como eu disse que estariam, a fim de que, se alguns macedônios forem comigo e os encontrarem despreparados, nós, para não mencionar vocês, não fiquemos envergonhados por tanta confiança que tivemos. Assim, achei necessário recomendar que os irmãos os visitem e concluam os preparativos para a contribuição que vocês prometeram. Então ela estará pronta como oferta generosa, e não como algo dado com avareza” (2Co 9.3-5, NVI). Na verdade os macedônios revelaram “generosidade”, mas esta não visava envergonhar os coríntios, se sim mostrar “graça” (vs. 12) e “glória a Deus” (vs. 13).
Jesus disse que não deveríamos usar as “doações” ou “dádivas” como meio de demonstrações para reconhecimento humano, mas para a glorificação de Deus: “Portanto, quando você der esmola, não anuncie isso com trombetas, como fazem os hipócritas nas sinagogas e nas ruas, a fim de serem honrados pelos outros. Eu lhes garanto que eles já receberam sua plena recompensa. Mas quando você der esmola, que a sua mão esquerda não saiba o que está fazendo a direita, de forma que você preste a sua ajuda em segredo. E seu Pai, que vê o que é feito em segredo, o recompensará” (Mt 6.2-4, NVI).
As doações dos macedônios não visavam “manipular”, seja humilhando ou mantendo preso o coração das pessoas, e, sim solucionar o problema da pobreza dos crentes judeus de Jerusalém.

Oitavo, AS DOAÇÕES TINHAM UM MOTIVO CORRETO“Lembrem-se: aquele que semeia pouco, também colherá pouco, e aquele que semeia com fartura, também colherá fartamente. Cada um dê conforme determinou em seu coração, não com pesar ou por obrigação, pois Deus ama quem dá com alegria” (2Co 9.6-7, NVI).
Paulo mostra aos coríntios que as doações dos macedônios e deles mesmos não deveria ser pela “quantidade dada”, mas com base no “motivo correto” – “Deus ama a quem dá com alegria”, e não quem dá “com má vontade ou por necessidade” (vs. 7). A alegria de ajudar pessoas necessitadas é o grande fator de bênção para quem quer doar conforme Deus instrui.

Nono, AS DOAÇÕES TRAZIAM BENEFÍCIOS AOS DOADORES“E Deus é poderoso para fazer que lhes seja acrescentada toda a graça, para que em todas as coisas, em todo o tempo, tendo tudo o que é necessário, vocês transbordem em toda boa obra. Como está escrito: “Distribuiu, deu os seus bens aos necessitados; a sua justiça dura para sempre”. Aquele que supre a semente ao que semeia e o pão ao que come, também lhes suprirá e multiplicará a semente e fará crescer os frutos da sua justiça. Vocês serão enriquecidos de todas as formas, para que possam ser generosos em qualquer ocasião e, por nosso intermédio, a sua generosidade resulte em ação de graças a Deus” (2 Co 9.8-11, NVI).

A esta altura talvez a pergunta que se faça seja esta: “Qual o benefício que eu recebo?!?.

Há dois benefícios importantes:
Primeiro, há o benefício da retribuição: “[...] Paulo nos encoraja com maravilhosa promessa de que sempre que doarmos algo recebemos de volta para a nossa própria vantagem... devemos atentar bem para esta promessa, ou seja, aqueles que fazem o bem em favor do pobre, na verdade estão protegendo os seus próprios interesses, como se estivessem regando os seus próprios campos...” (Calvino, 2 Coríntios, 1995, p. 190-191).

Há, também, o benefício da satisfação, pois o doador fica mais alegre e satisfeito com a dádiva feita; mais do que se a tivesse recebido. O texto de Atos 20.35 diz:Tenho-vos mostrado em tudo que, trabalhando assim, é mister socorrer os necessitados e recordar as palavras do próprio Senhor Jesus: Mais bem-aventurado é dar que receber”.

Assim, o paradoxo "dar e receber" mostra que Deus de fato nos livra de grandes dificuldades e nos concede bênçãos inumeráveis quando nos dispomos a obedecê-lo e ama-lo!


segunda-feira, 19 de setembro de 2011

O TERRORISMO DA MÍDIA

Diz o articulista Júlio Severo em seu blog que há o “Terrorismo de Imprensa”. Fundamenta-se no fato de que o norueguês Anders Behring Breivik, assassino confesso do massacre de quase oitenta pessoas, na própria Noruega, e que proclamava abertamente a supremacia da “ciência” de Charles Darwin sobre a Bíblia. Exatamente essa “ciência” que era a base da Alemanha nazista e da União Soviética, sistemas políticos e ideológicos hostis ao Cristianismo. A imprensa, entretanto, mentirosamente coloca Breivik como um cristão conservador, e não como alguém treinado em ideais islâmicos, e, também teima em repetir que: “O islamismo é uma religião de paz”, mesmo que o terrorismo seja exercido por praticantes do islamismo dia a após dia em atentados no mundo, e que cristãos continuem a ser presos, perseguidos e mortos.
Isso lembra o caso do “massacre de Realengo”, onde a imprensa nitidamente acobertou os fundamentos islâmicos do jovem Wellington Menezes de Oliveira. Sua última ficha escolar consta a religião muçulmana e era conhecido entre os seus vizinhos como “Bin Laden”.  No Brasil, o PT apresentou ao Congresso Nacional PL 1780/2011 que visa tornar obrigatório nas escolas o ensino da “cultura árabe e da tradição islâmica”, pois a finalidade, “dizem”, é “combater a intolerância e o preconceito” contra a “religião da paz”.
Existem pequenas coisas que causam grandes impactos e que não são facilmente perceptíveis. Note, por exemplo, que as pessoas que são submetidas ao efeito dos comerciais e novelas midiáticas (TV, rádio, internet...) estão sujeitas às mensagens subliminares; entre elas a sugestão para adquirir produtos, praticar coisas erradas (desobediência às autoridades, adultério, fornicação, assassinatos, roubos...), entre outras.
No livro Icabode, Rubem Amorese fala das várias crises que assolam a igreja e tem a ver com a pós-modernidade, especialmente a mídia, que tem um efeito normalizador e o componente poder associado aos processos comunicativos.
Mostra que “fazer a cabeça” é o que se tem buscado. Isso é feito através de processos como a persuasão, imitação, sugestão, pressão moral. Arremata:
“[...] Descobriu-se que as pessoas não reagem a uma mensagem individualmente, isoladamente. Elas decidem a partir de uma rede de consultas ao seu grupo de referência...” (p. 158-159).
“[...] A atitude mais correta, mais nobre, diante de uma dada situação não é mais aquela recebida por herança cultural, mas a que todo mundo faz...” (p. 162).“[...] por meio de algumas entrevistas, a mídia é capaz de criar uma impressão de consenso sobre o que desejar...” (p. 164).
Será que as pessoas, mesmo aquelas que se dizem transformadas, agem de acordo com a “boa nova” ou o Evangelho de Cristo? Será que estão vivendo pelas ondas que passam por suas vidas ou pela verdade de Deus? Será que a mera aceitação pelos seus grupos de referência é suficiente? Qual o papel que a mídia tem ocupado na sua vida? Qual o papel da Palavra de Deus e da obra de Cristo?
Tim Lane e Paul Tripp, logo no prólogo do edificante livro - “Relacionamentos - Uma Confusão que vale a pena”, mostram que nada existe mais complexo e desafiante do que relacionamentos:
“[...] Relacionamentos são confusos; eles também são o instrumento que Deus usa para salvar-nos de nós mesmos. Por meio deles, Deus demonstra que somos incapazes de amar uns aos outros se, antes, não encontramos força no nosso relacionamento com Deus que nos criou e redimiu...”.
Assim, a despeito do terrorismo da mídia e de nós mesmos, somos chamados a buscar a Deus através de Jesus, que veio trazer a paz aos corações aterrorizados.

 

Obras Citadas


Amorese, R. (1998). Icabode. Viçosa/MG: Ultimato.
Bíblia. (1998-2010). Bíblia Alfa Digital 1.3. Santo André/SP: Geográfica Editora.
Bíblia. (2002). Bíblia Online 3.0. Barueri: Sociedade Bíblica do Brasil.
Calvino, J. (2010). Comentário Gálatas - Efésios - Filipenses Colossenses. São José dos Campos/SP : Editora Fiel.
Erdman, C. R. (1975). La Epistola a los Efesios. Grand Rapids, Michigan/EUA: T.E.L.L.
Foulkes, F. (1963?). Efésios, Introdução e Comentário. São Paulo/SP: Edições Vida Nova e Editora Mundo Cristão.
Hendriksen, W. (1992). Comentário do Novo Testamento, Exposição de Efésios. São Paulo: Casa Editora Presbiteriana.
Severo, J. (01 de Janeiro de 2005). www.juliosevero.com. Acesso em 04 de Abril de 2011, disponível em Júlio Severo: http://juliosevero.blogspot.com/
Tripp, T. L. (2011). Relacionamentos - Uma Confusão que vale a pena. São Paulo/SP: Cultura Cristã.

sexta-feira, 2 de setembro de 2011

COMUNHÃO NA EVANGELIZAÇÃO

“Rogo-vos, pois, eu, o prisioneiro no Senhor, que andeis de modo digno da vocação a que fostes chamados, com toda a humildade e mansidão, com longanimidade, suportando-vos uns aos outros em amor, esforçando-vos diligentemente por preservar a unidade do Espírito no vínculo da paz; ...para que não mais sejamos como meninos, agitados de um lado para outro e levados ao redor por todo vento de doutrina, pela artimanha dos homens, pela astúcia com que induzem ao erro. Mas, seguindo a verdade em amor, cresçamos em tudo naquele que é a cabeça, Cristo, de quem todo o corpo, bem ajustado e consolidado pelo auxílio de toda junta, segundo a justa cooperação de cada parte, efetua o seu próprio aumento para a edificação de si mesmo em amor.”              (Efésios 4.1-3; 14-16, RA)

A comunhão dos crentes em Cristo é um dos fatores imprescindíveis para a evangelização. Não é à toa que os teólogos de Westminster reservaram o Capítulo XXVI da Confissão de Fé com o tema a “Comunhão dos Santos”.
A comunhão cristã é ao mesmo tempo, o ambiente que leva os crentes a saírem para evangelizar, bem como receber aqueles que, já evangelizados ou não, vem à Igreja. O ambiente deve ser piedoso e agradável, tornando o discipulado (Mt 28.19-20) parte intensa no crescimento espiritual, como povo da Aliança de Deus.  
Notamos no texto em apreço, que Éfeso era uma cidade famosa da Lídia na Ásia Menor e capital da Ásia proconsular. Era célebre por causa do Templo de Diana (At 19.27) e do seu grande teatro. Em sua segunda viagem missionária, Paulo visitou essa cidade (At 18.19), deixando ali Áquila e Priscila para continuarem a obra do Senhor; também na sua terceira viagem ele passou ali algum tempo até que Demétrio levantou grande alvoroço contra ele (At 19.1, 22-41).
Paulo mostrou na carta que os crentes de Éfeso estavam sendo arrastados por ventos de doutrina, pela artimanha dos homens e pela astúcia que induz ao erro. Mostrou que uma mudança de atitude era necessária para que houvesse uma comunhão evangelizadora, que produzisse crescimento. A unidade (vs. 3-6) seria imprescindível para que houvesse crescimento, e, até que a “plenitude de Cristo” fosse atingida (vs. 13). Apontou elementos imprescindíveis.





O que é imprescindível na comunicação do Evangelho?


Primeiro é necessário “andar na vocação do chamado” - "Como prisioneiro no Senhor, rogo-lhes que vivam de maneira digna da vocação que receberam. Sejam completamente humildes e dóceis, e sejam pacientes, suportando uns aos outros com amor" (vs. 1-2, NVI)
“[...] Quanto mais impulsionado um homem esteja para aproveitar o seu estado, conforme a medida e tudo o que tenha recebido para o bem espiritual do próximo, mais certamente poderá crer que possui a graça do amor e da caridade sincera arraigada em seu coração...” (Matthew Henry, 2004, p. 995).
O andar na vocação inclui a humildade (o que se opõe ao orgulho) e mansidão (disposição de alma que faz com que as pessoas não estejam prontas para provocar, que e não se sintam provocados ou ofendidos).
Esse andar deve buscar a paz entre as pessoas: “[...] A Bíblia em momento nenhum, diz: “Facilite para que os outros pequem contra você”. Em vez disso, ela providencia um meio para lidar com o pecado de forma redentora. Romanos 12.18 diz: “Se possível, quanto depender de vós, tende paz com todos os homens” (Lane & Tripp, 2011, p. 100).

Segundo é necessário “seguir a verdade em amor” "O propósito é que não sejamos mais como crianças, levados de um lado para outro pelas ondas, nem jogados para cá e para lá por todo vento de doutrina e pela astúcia e esperteza de homens que induzem ao erro. Antes, seguindo a verdade em amor..." (vs. 14, 15a, NVI).
NÃO a “minha verdade”, mas a verdade do evangelho. Não é um posicionamento pessoal, mas uma obediência à verdade de Deus já existente, realizada. A verdade que atua através do amor. Tim Keller (2008, p. 186) assevera que falhamos quando nos tornamos estacionários ou autocentrados - “[...] De acordo com Gênesis 3, quando nosso relacionamento com Deus desandou, todos os outros nossos relacionamentos também desintegraram...”  As imperfeições da igreja visível de Cristo podem ser facilmente notadas. Por isso, observa-se que na Igreja, muitas vezes não falta a verdade, mas falta o amor isto é, a melhor doação dos dons, dos talentos e do tempo para a glória de Cristo.


Terceiro é necessário “crescer em Cristo” - "...cresçamos em tudo naquele que é a cabeça, Cristo. Dele todo o corpo, ajustado e unido pelo auxílio de todas as juntas, cresce e edifica-se a si mesmo em amor, na medida em que cada parte realiza a sua função" (vs. 15b,16, NVI).  
O exemplo usado pelo apóstolo é o Corpo de Cristo (vs. 16). Note as expressões que são usadas sobre a Igreja - “corpo todo”, “bem ajustado e consolidado”, “segundo a justa cooperação de cada parte”. O resultado é evidente: “efetua o seu próprio aumento para a edificação de si mesmo em amor”. 



A comunicação eficiente do Evangelho não depende tanto do método usado (eles são variados), mas  de "andar no chamado cristão", de "seguir a verdade em amor" e de  "crescer em Cristo".





Bibliografia


Bíblia. (1998-2010). Bíblia Alfa Digital 1.3. Santo André/SP: Geográfica Editora.
Bíblia. (2002). Bíblia Online 3.0. Barueri: Sociedade Bíblica do Brasil.
Calvino, J. (2010). Comentário Gálatas - Efésios - Filipenses Colossenses. São José dos Campos/SP : Editora Fiel.
Casimiro, A. D. (2011). 7a. Lição - A Bênção da Unidade. Estudos Bíblicos - Efésios e Filemom. Santa Bárbara D'Oeste/SP: Z3, 31-35.
Henry, M. (2004). Comentário Bíblico de Mattew Henry. Rio de Janeiro/RJ: Casa Publicadora das Assembléias de Deus.
Keller, T. (2008). A Fé na Era do Ceticismo. Rio de Janeiro: Elsevier Editora Ltda.
Tripp, T. L. (2011). Relacionamentos - Uma Confusão que vale a pena. São Paulo/SP: Cultura Cristã.

segunda-feira, 8 de agosto de 2011

Bendizer a Deus?


        
       William Barclay diz que Efésios é a carta suprema de Paulo: é a “rainha das epístolas”. John Stott diz que: “Efésios é um resumo, muito bem elaborado, das boas novas do cristianismo e de suas implicações”.

Calvino no texto de Efésios 1.3-14, diz que “[...] Paulo, aqui, abençoa [=bendiz] a Deus com uma confissão de louvor, porque Deus nos abençoou, ou seja, enriqueceu com toda sorte de benção ou graça”. Sendo assim, Deus dá as condições para “ser bênção” para as pessoas em geral (Gn 12.1-2) e para “bendizer” o Senhor.

Ora, a felicidade não está no mundo ou naquilo que dá prazer tão somente (comer, beber, vestir... cf. Mt 6.28), mas está no céu e na eternidade. Essas são verdades fundamentais e as outras periféricas. Calvino, ainda, mostra que; “[...] A religião cristã... contém promessas não só referentes à vida futura, mas também com referência à vida presente; seu alvo, porém, é a felicidade espiritual...”.

Note, então, que na vida presente quando a minha relação com Deus está bem, então, a relação com as pessoas vai bem, também!

Na verdade precisamos aprender a “dizer bem” ou “bendizer” a Deus e às pessoas a nossa volta em vez de julgá-las e criticá-las. Não queremos com isso tirar o lado da necessária disciplina bíblica.

O que é bendizer?

Francis Foulkes reporta que: "[...] No Novo Testamento, a palavra bendito (eulogetos) é usada somente com referência a Deus. Só Ele é digno de ser bendito. Os homens são benditos quando recebem as suas bênçãos; Deus é bendito quando é louvado por tudo o que gratuitamente confere ao homem e ao seu mundo. Acima de tudo é bendito como o Deus e Pai de Nosso Senhor Jesus Cristo (cf. Rm 15:6; 1 Pe 1:3; Ap 1:6), pois Ele nos é revelado supremamente através de Cristo que, como Filho, é a imagem perfeita do Pai (veja Jo 1:18 e Hb 1:1-3).”

Bendizer é reconhecer quem Deus é, e, o que faz por nós. Deixe um pouco de olhar para as pessoas ou para você e agora olhe como bendizer a Deus.

Paulo diz “Bendito seja o Deus e Pai de nosso Senhor Jesus Cristo” (3a)


Por que bendizer a Deus?




        Primeiro, POR QUE ELE NOS TEM ABENÇOADO COM BÊNÇÃOS ESPIRITUAIS - que nos abençoou com todas as bênçãos espirituais nas regiões celestiais em Cristo” (vs. 3b). Qual é a nossa posição em Cristo? Assentados nos lugares celestiais em Cristo. Em Efésios 2.6-7 lemos - Deus nos ressuscitou com Cristo e com ele nos fez assentar nas regiões celestiais em Cristo Jesus, para mostrar, nas eras que hão de vir, a incomparável riqueza de sua graça, demonstrada em sua bondade para conosco em Cristo Jesus.  

Segundo, POR QUE ELE NOS ESCOLHEU ANTES QUE HOUVESSE MUNDO - ”Porque Deus nos escolheu nele antes da criação do mundo, para sermos santos e irrepreensíveis em sua presença... Nele fomos também escolhidos... (vs. 4, 11). Há quatro lições nesse verso: em primeiro lugar, conceito de eleição ou escolha de Deus (gr = ekgleomai) traz o significado que Deus escolheu tendo em vista o seu próprio interesse, isto é, Deus nos escolheu para si mesmo (Jo 15.16; At 9.15; 13.48; 2Ts 2.13); em segundo, o tempo dessa escolha - “antes de fundação do mundo” (Jr 1.4; Rm 9-10-13); em terceiro, as pessoas objeto dessa escolha são os “santos e fiéis” (Ef 1.1), os crentes em Jesus; em quarto, o propósito dessa eleição: “para sermos santos e irrepreensíveis”  perante Ele.

Terceiro, POR QUE ELE NOS PREDESTINOU PARA A ADOÇÃO DE FILHOS - “Em amor nos predestinou para sermos adotados como filhos, por meio de Jesus Cristo, conforme o bom propósito da sua vontade, para o louvor da sua gloriosa graça, a qual nos deu gratuitamente no Amado ...tendo sido predestinados conforme o plano daquele que faz todas as coisas segundo o propósito da sua vontade, a fim de que nós, os que primeiro esperamos em Cristo, sejamos para o louvor da sua glória” (vs. 5-6, 11-12). Deus nos escolheu para si e nos predestinou para fazermos parte de uma grande família espalhada sobre a face da terra, em todas as épocas (Jo 1.12; Rm 8.15; Gl 4.6-7).

Quarto, POR QUE ELE NOS SALVOU POR MEIO DO SANGUE DE CRISTO - “Nele temos a redenção por meio de seu sangue, o perdão dos pecados, de acordo com as riquezas da graça de Deus, a qual ele derramou sobre nós com toda a sabedoria e entendimento” (vs. 7-8). Aqueles que Deus escolheu recebem de uma forma imerecida e incondicional a graça salvadora; são salvos por meio do sangue de Cristo através da fé (At. 13.48; 15.11; Ef 2.8-9). A palavra redenção usada aqui (gr. apolytrosis) significa o resgate de um prisioneiro de guerra ou de um escravo. Jesus nos resgatou na cruz (Mt 20.28; Mc 10.45; Cl 1.14).

Quinto, POR QUE ELE NOS REVELOU O MISTÉRIO DE SUA VONTADE - E nos revelou o mistério da sua vontade, de acordo com o seu bom propósito que ele estabeleceu em Cristo, isto é, de fazer convergir em Cristo todas as coisas, celestiais ou terrenas, na dispensação da plenitude dos tempos” (vs. 9-10). Deus governa todas as coisas (mundo e sua história), de acordo com os seus planos. Somos povo de Deus, não pela nossa escolha (Jo 6.39, 44; Jo 10.26-30; 17.2,9), mas pela vontade de Deus (1Pe 2.9-10). 

Sexto, POR QUE ELE NOS ABRIU O CORAÇÃO PARA OUVIR E CRER NA VERDADE - “Quando vocês ouviram e creram na palavra da verdade, o evangelho que os salvou...” (vs. 13).

Sétimo, POR QUE ELE NOS SELOU COM O ESPIRITO SANTO DA PROMESSA - “...vocês foram selados em Cristo com o Espírito Santo da promessa, que é a garantia da nossa herança até a redenção daqueles que pertencem a Deus, para o louvor da sua glória” (vs. 13-14). O Espírito Santo á aquele que aplica a salvação feita por Jesus Cristo. Ele sela a nossa conversão (vs. 13b). Ora, o selo nos tempos antigos era usado para garantir a autenticidade de um documento ou pessoa (Et 3.12; 1Co 9.2) ou marcar uma propriedade protegendo-a contra violação e dano (Ct 8.6; Mt 27.66) . Note que o Espírito garante a nossa redenção (vs. 14).

Caminhe com Cristo!

 


Bibliografia



Bíblia. (1998-2010). Bíblia Alfa Digital 1.3. Santo André/SP: Geográfica Editora.

Bíblia. (2002). Bíblia Online 3.0. Barueri: Sociedade Bíblica do Brasil.

Calvino, J. (1998). Efésios. São Paulo/SP: Parakletos.

Casimiro, A. D. (2011). 1a. Lição - A Origem de Todas as Bênçãos Espirituais. Estudos Bíblicos - Efésios e Filemom - O Povo mais Abençoado da Terra - Santa Bárbara d’Oeste/SP: Editora Z3, 3-7.

Erdman, C. R. (1975). La Epistola a los Efesios. Grand Rapids, Michigan/EUA: T.E.L.L.

Foulkes, F. (1963?). Efésios, Introdução e Comentário. São Paulo/SP: Edições Vida Nova e Editora Mundo Cristão.

Hendriksen, W. (1992). Comentário do Novo Testamento, Exposição de Efésios. São Paulo: Casa Editora Presbiteriana.

Mackay, J. A. (1959). A Ordem de Deus e a Desordem do Homem (Efésios). São Paulo e Rio de Janeiro: União Cristã dos Estudantes do Brasil/SP e Confederação Evangélica do Brasil/RJ.

Stott, J. (1996). Homens com uma Mensagem - Uma Introdução ao Novo Testamento e aos seus Escritores. Campinas: Editora Cristã Unida.

Westminster, A. d. (2005). Símbolos de Fé: contendo Confissão de Fé, Catecismo Maior e Breve. São Paulo/SP: Cultura Cristã.

Yarbrough, W. A. (2002). Descobrindo o Novo Testamento. São Paulo: Cultura Cristã.




terça-feira, 31 de maio de 2011

JESUS E AS BÊNÇÃOS E MALDIÇÕES

Charles R. Erdman[1] chama o texto de Lucas 6.20-49 de “El Gran Sermón” (O Grande Sermão). 

William Hendriksen
[2] diz: “De acordo com Lucas, o sermão foi pronunciado “num lugar plano” (6:17), mas de acordo com Mateus “sobre um monte””(5:1). A aparente contradição desaparece admitindo-se que Jesus pronunciou seu discurso num planalto e que tendo descido para a planície onde curou enfermos e em seguida subiu para o cume do monte, onde se assentou e pronunciou o Sermão do Monte. O importante aqui não é a forma, mas a essência. O que Deus promete? 

Observe, antes, o que Deus admoesta na Sua Palavra, isto é,  abençoar os que guardam a aliança e amaldiçoar os que não a guardam: “Saberás, pois, que o SENHOR, teu Deus, é Deus, o Deus fiel, que guarda a aliança e a misericórdia até mil gerações aos que o amam e cumprem os seus mandamentos; e dá o pago diretamente aos que o odeiam, fazendo-os perecer; não será demorado para com o que o odeia; prontamente, lho retribuirá” (Dt 7.9,10). 

Tiago diz que “De uma só boca procede bênção e maldição. Meus irmãos, não é conveniente que estas coisas sejam assim” (3.10). 

Moisés diz: “Eis que, hoje, eu ponho diante de vós a bênção e a maldição: a bênção, quando cumprirdes os mandamentos do SENHOR, vosso Deus, que hoje vos ordeno; a maldição, se não cumprirdes os mandamentos do SENHOR, vosso Deus, mas vos desviardes do caminho que hoje vos ordeno, para seguirdes outros deuses que não conhecestes” (Deuteronômio 11.26-28)

Salomão diz em Provérbios 3.33: “A maldição do SENHOR habita na casa do perverso, porém a morada dos justos ele abençoa”.

Olhando agora mais para o texto em apreço surge a pergunta: QUAIS SÃO AS BÊNÇÃOS E MALDIÇÕES QUE JESUS QUIS MOSTRAR AOS SEUS DISCÍPULOS?

CONFORME LUCAS OS “BEM-AVENTURADOS” SÃO CONTRASTADOS COM OS “AI DE VÓS”.

SURGEM, ENTÃO, QUATRO PERGUNTAS A SEREM RESPONDIDAS: 

– ONDE ESTÁ DEUS?
– QUE TIPO DE PESSOA ME TORNEI?
– ONDE ESTÃO AS PESSOAS QUE EU AMO E QUE ME AMAM?
– O QUE FIZ DE ÚTIL NA MINHA VIDA?


JESUS RESPONDE:

PARADOXOS
BÊNÇÃOS
MALDIÇÕES
POBREZA  E RIQUEZA
Bem-aventurados vós, os pobres, porque vosso é o reino de Deus (20)
Mas ai de vós, os ricos! Porque tendes a vossa consolação (24) 
FOME E FATURA
Bem-aventurados vós, os que agora tendes fome, porque sereis fartos (21A)
Ai de vós, os que estais agora fartos! Porque vireis a ter fome (25A)
CHORO E RISO
Bem-aventurados vós, os que agora chorais, porque haveis de rir (21B)
Ai de vós, os que agora rides! Porque haveis de lamentar e chorar (25B)
ÓDIO E LOUVOR
Bem-aventurados sois quando os homens vos odiarem e quando vos expulsarem da sua companhia, vos injuriarem e rejeitarem o vosso nome como indigno, por causa do Filho do Homem (22) 

Ai de vós, quando todos vos louvarem!   (26A)
ATITUDE DE REGOZIJO
Regozijai-vos naquele dia e exultai, porque grande é o vosso galardão no céu;
 
RAZÃO
pois dessa forma procederam seus pais com os profetas (23)
Porque assim procederam seus pais com os falsos profetas (26B)


[1] Erdman, Charles R., “El Evangelio de Lucas”, Publicação e Distribuição por T.E.L.L., 1ª. Edição em espanhol, Michgan, EUA, 1974, p. 89.
[2] Hendriksen, William, “Comentário de Mateus”, Ed. Cultura Cristã, 1ª. Edição, São Paulo, 2001,  vol. 1  p. 362

sexta-feira, 29 de abril de 2011

CASAMENTO REAL

          Mais de dois bilhões de pessoas em todo o mundo presenciaram na sexta-feira, 29/04/2011, o casamento real do príncipe herdeiro - William Arthur, com a chamada “plebeia” - Kate Midlleton. Mais de um milhão de pessoas saíram às ruas de Londres, neste dia marcado como feriado nacional, para presenciar o glamour da cerimonia realizada na quase milenária Catedral de Westminster.  

 Será que um casamento real é constituído somente pela nobreza? O que faltou para o casamento real dos pais do príncipe dar certo, uma vez que se separaram e culminou com a trágica morte da princesa Daiane? O que torna um casamento real? Será a cerimônia? Serão os convidados especiais? Será a riqueza demonstrada?  

A Bíblia apregoa que o casamento real é aquele revestido de princípios absolutos oriundos do Deus Criador, que quer conectar as pessoas que estão separadas d’Ele em virtude de suas próprias deficiências trazidas pelos primeiros pais.

O Dr. Jay Adams  disse sobre o casamento que: “[...] Os alicerces estão tremendo. Não há a menor dúvida de que os valores e práticas de nossa sociedade estão sendo atacados por todos os lados. Princípios básicos, bem como velhos costumes, estão sendo desafiados...”.

O Casamento Real, não o da nobreza e dos príncipes e princesas, mas da realidade da vida nossa de cada dia, é aquele apresentado por Deus: “O casamento deve ser honrado por todos; o leito conjugal, conservado puro; pois Deus julgará os imorais e os adúlteros” (Hebreus 13.4, NVI). Ele apresenta absolutos que são importantes para a felicidade do casal e de sua posteridade.


O Casamento é Ordenado por Deus

A primeira cerimônia de casamento foi realizada no Jardim do Éden quando Deus instituiu a aliança entre um homem e uma mulher (cf. Gênesis 2.15-25). 

Jay Adams mostra a leviandade de algumas pessoas: “[...] É um erro crasso imaginar que certa noite, numa caverna em volta de uma fogueira, um grupo de pessoas... decidiu que o casamento poderia ser uma boa ideia...”.

Ora, foi Jesus que reafirmou o casamento heterossexual quando disse: “[...] Não tendes lido que o Criador, desde o princípio, os fez homem e mulher e que disse: Por esta causa deixará o homem pai e mãe e se unirá a sua mulher, tornando-se os dois uma só carne? De modo que já não são mais dois, porém uma só carne. Portanto, o que Deus ajuntou não o separe o homem” (Mateus 19.4-6, RA).



Casamento é Bom

Não existe aqui nenhuma classe de pessoas que possa eximir-se dele.  João Calvino analisando o texto de Hebreus 13.4 disse: “O que Deus permitiu à raça humana, universalmente, é lícito a todos, sem exceção”. 

Dizer que o casamento só é algo para alguns e não para todos é não dignificar o casamento.

Existem aqueles que dizem que não se acham preparados para o casamento, mas vivem com se casados fossem, sendo as expressões “ficar com... ou morar com...” bastante conhecidas em nossos aconselhamentos pastorais.

Foi por isso que, entre todos,  Nosso Senhor dignificou o casamento iniciando os sinais que atestavam a chegada do Reino dos Céus. Jesus não fez por acaso o primeiro milagre da “transformação da água em vinho”, em Caná da Galiléia: “Três dias depois, houve um casamento em Caná da Galiléia, achando-se ali a mãe de Jesus. Jesus também foi convidado, com os seus discípulos, para o casamento (João 2.1-2, RA).



Casamento Envolve Valores Absolutos

Entre tantos valores que o casamento deve trazer o maior deles é o amor - "Mas o fruto do Espírito é amor..." (Gálatas 5.22,NVI); "Assim, permanecem agora estes três: a fé, a esperança e o amor. O maior deles, porém, é o amor" (1 Coríntios 13.13, NVI). 

O colunista da revista Veja – Stephen Kanitz, disse acertamente: "[...] A essência do contrato de casamento é a promessa de amar o outro para sempre. Muitos casais, no altar, acreditam que estão prometendo amar um ao outro enquanto o casamento durar. Mas isso não é um contrato... Banalizamos a frase mais importante do casamento. "Eu amarei você para sempre" deixou de ser uma promessa social e passou a ser simplesmente uma frase dita para enganar o outro...". 

Ora, é muito conhecida a letra da música de Vinicius de Moraes: “Que o amor seja eterno enquanto dure”. Entretanto, a Palavra de Deus diz que “o amor jamais acaba” (1 Coríntios 13.8, RA). 

Note que o casamento real e bíblico tem significados muito mais profundos do que a “cerimônia do casamento”. A Bíblia utiliza uma relação entre marido e mulher altamente espiritual comparada com Cristo e a Igreja (cf. Efésios 5.25-32).  Esta relação envolve sacrifício e lealdade até que uma das partes não subsista mais. Segundo Jesus: “até que a morte os separe” (Mateus 19.6).

 
Vale a pena lembrar as “As Bem-Aventuranças do Casamento” que L. R. Silvado propôs, para que um casamento real se torne um casamento cheio dos princípios de Deus:                                                   
·      Bem-aventurado o casal que continua a demonstrar carinho e consideração um com o outros depois que a empolgação dos primeiros anos passou.
·      Bem-aventurado o casal que é educado e cortês um com o outro como eles são com seus amigos.
·      Bem-aventurados são aqueles que tem senso de humor, pois este atributo é um grande "amortecedor de choques".
·      Bem-aventurados são aqueles que amam seus companheiros mais do que qualquer outra pessoa no mundo e que cumprem com alegria seus votos de casamento com uma vida inteira de fidelidade e respeito mútuos.
·      Bem-aventurados são aqueles que alcançam a paternidade, pois os filhos são herança do Senhor.
·      Bem-aventurados os que se lembram de agradecer a Deus por sua comida antes de tomá-la, e que separam tempo para a leitura de Bíblia e oração diariamente.
·      Bem-aventurados os cônjuges que nunca levantam a voz para o outro e que fazem de seu lar um lugar onde palavras desencorajadoras são pouco ouvidas. 
·      Bem-aventurado o casal que fielmente vai a igreja e que trabalha junto para a expansão do reino de Deus.
·      Bem-aventurado o marido e a esposa que sabem lidar com suas diferenças e se ajustam sem a interferência dos parentes.
·      Bem-aventurado é o casal que tem um completo entendimento das finanças e que conseguiu uma parceria perfeita onde todo o dinheiro está sob o controle dos dois.
·      Bem-aventurados são o esposo e a esposa que humildemente dedicam suas vidas e seu lar a Deus e que praticam seus ensinamentos sendo leais, amorosos e não egoístas.



Obras Citadas


Bíblia de Estudo de Genebra. (1999). São Paulo e Barueri: Cultura Cristã e Sociedade Bíblica do Brasil.

Adams, J. E. (1978). A Vida Cristã no Lar. São José dos Campos: Fiel.

Bíblia. (2000). Nova Versão Internacional. São Paulo: Editora Vida.

Bíblia. (2002). Bíblia Online 3.0. Barueri: Sociedade Bíblica do Brasil.

Calvino, J. (2007). Comentário Hebreus. São Paulo: Parakletos.

Henry, M. (2004). Comentário Bíblico de Mattew Henry. Rio de Janeiro: Casa Publ. das Assembléias de Deus.

Kanitz, S. (s.d.). Contrato de Casamento. Acesso em 29 de Abril de 2011, disponível em www.kanitz.com.br: www.kanitz.com.br/veja/contrato/asp

Silvado, L. (s.d.). Vida.Net - Mensagens de paz para a sua vida. Acesso em 29 de Abril de 2011, disponível em www.vidanet.org.br: www.vidanet.org.br/mensagens/as-bem-aventurancas-do-casamento