sábado, 25 de agosto de 2018

A Glória dos que Sofrem


2Coríntios 4:7-18


Entendendo o Sofrimento

Algumas perguntas sobre o sofrimento incomodam as pessoas em geral: “Se existe sofrimento, Deus pode existir?”; “Se Deus é bom e também onipotente, por que, então, existe o mal no mundo?”.

Note que o sofrimento atinge a todos e é variado. Há sofrimento físico; há dor amortecida e dor aguda; há dor e perda que causam sofrimento.

Entretanto, há muitas formas de sofrimento que não se irradiam da dor física. O medo e a ansiedade podem produzir grande sofrimento. A humilhação, o desprezo, a solidão, o remorso, a perda de um ente querido, a destruição do casamento, entre outros, podem causar grande sofrimento.

O sofrimento emocional pode ser tão profundo como a dor física. Ele é complexo: abrange a mente, as emoções, o físico e o espírito. A depressão profunda é uma terrível realidade para muitos. Ainda mais, há a dor do faminto, do desamparado, do órfão, da vítima, do enlutado, do perdido.

Ora, o sofrimento entrou no mundo pelo pecado. Hoje a natureza geme por causa do pecado. Os filhos de Deus gemem por causa do pecado. E o próprio Espírito geme intercedendo por nós.


O que estava por trás do ensino de Paulo?

No texto de 2Coríntios 4, Paulo vê o sofrimento nos crentes de Corinto, uma vez que ouviam falsos líderes que “com astúcia” estavam “adulterando a Palavra de Deus” (2Co 4:2). Esses falsos apóstolos e mestres alteravam e substituíam as “verdades de Deus” fazendo com que aqueles cristãos não entendessem o glorioso plano de Deus e nem as lutas pelas quais passassem.
  
Isto levou Paulo a exortar os crentes da Acaia (Grécia) para um viver mais profundo que buscasse Cristo no centro. O apóstolo não desiste da “esperança” de que aqueles irmãos do passado mudassem as suas atitudes, uma vez que o ministério da nova aliança, no poder do Espírito Santo é tão excelente quanto poderoso.


Aprendendo sobre a Glória do Sofrimento
  
Primeiro fala das MARCAS DOS QUE SOFREM (vs. 8-9). O apóstolo dos gentios usando o termo “em tudo” mostra quais são as marcas dos que sofrem. Era como dissesse que essas coisas ocorrem ao mesmo tempo: “em tudo atribulados”; “em tudo perplexos”; “em tudo perseguidos”; “em tudo abatidos”. Essa é uma realidade triste e traz marcas com cicatrizes como história e experiência na corrida cristã.
  
Segundo mostra o ESPÍRITO DOS QUE SOFREM (vs. 7-9). A despeito das marcas do sofrimento desses irmãos, eles “porém” estavam: “não angustiados”, “não desanimados”, “não desamparados”, “não destruídos”. A razão é que tinham um grande tesouro no seu coração, mas suas vidas eram como de barro (vs. 7).

Terceiro regozija-se pela VITÓRIA DOS QUE SOFREM (vs. 10-15). Os cristãos podem até ser abandonados pelos seus amigos e perseguidos pelos inimigos, mas jamais serão abandonados por Deus. Mesmo que haja temores internos e lutas externas não são destruídos. Há para o crente a “mortificação do corpo”, a “vivificação do Espírito”, “a vitória da fé” e “a vitória do ser interior”.

Quarto vive pela GLÓRIA DOS QUE SOFREM (vs. 16-18). O apóstolo mostra que ainda que haja um sofrimento leve e momentâneo, o ser interior se renova cada dia e produz um “peso de glória” acima de toda comparação, pois o olhar dos que sofrem está na eternidade e não nas coisas temporais.


Aplicando na Vida

  
a) Deus não nos poupa do sofrimento, mas caminha conosco pelo sofrimento – Is 43:1-3; Sl 23:4;

b) Deus trabalha as circunstâncias dolorosas da nossa vida e as canaliza para o nosso bem (Gn 50:20; Rm 8:28);

c) Deus transforma as circunstâncias adversas em benefício para nós (Sl 84:5-7);

d) Mesmo que as circunstâncias não mudem, Deus mesmo é a razão da nossa alegria – Hc 3:17-18);

e) Podemos nos alegrar nas próprias tribulações (Rm 5:3-5; Tg 1:2).