Note que quando Nosso Senhor é tentado pelo inimigo, antes de iniciar o seu ministério terreno, Ele sinaliza dizendo que SÓ AO SENHOR SE DEVE CULTO:“Deus é espírito; e importa que os seus adoradores o adorem em espírito e em verdade” (Jo 4.24).
“Então, Jesus lhe ordenou: Retira-te, Satanás, porque está escrito: Ao Senhor, teu Deus, adorarás, e só a ele darás culto” (Mt 4.10).
Isso significa que Ele exclui toda e qualquer forma de iconolatria, isto é, a formulação e a confecção de ícones ou imagens de quaisquer natureza, seja material (religiosa, de consumo...), seja física (homens, mulheres, animais, vegetais...).
O zelo de Jesus pelo verdadeiro culto ao Senhor exclui toda falsa adoração. Veja que o serviço a Deus é sempre vertical (dirigido para o Senhor e sua glória) e não horizontal (dirigido para o homem). É mais fácil participar de um “show evangélico” ou de um “movimento espiritualista” de que natureza for, do que o Culto ao Senhor, pois o homem (induzido pelo inimigo), quer colocar-se no lugar de Deus.
O Culto é racional, e, envolve a emoção e a vontade, mas não pode jamais ter como objetivo o homem e sim a Deus. Por isso, as expressões “Culto de Natal”, “Culto de Encerramento de Ano”, “Culto do Bebê”, entre outras e que são usadas comumente pela igreja devem ser substituídas pela expressão CULTO AO SENHOR. As intenções podem ser até verdadeiras, entretanto, as atitudes podem ser erradas, transgredindo assim a Palavra de Cristo.
Observe que enquanto o discípulo fiel de Cristo presta Culto ao Senhor ele é edificado pela Palavra de Deus, é instruído e confortado pelo Espírito Santo. Na experiência pós-culto podemos perceber que muitas pessoas vão ser alcançadas, quer para salvação, quer para uma vida de maior santificação. Há mais gravidade, mais respeito, mais reverência, mais bênção para o povo de Deus.
