segunda-feira, 19 de setembro de 2011

O TERRORISMO DA MÍDIA

Diz o articulista Júlio Severo em seu blog que há o “Terrorismo de Imprensa”. Fundamenta-se no fato de que o norueguês Anders Behring Breivik, assassino confesso do massacre de quase oitenta pessoas, na própria Noruega, e que proclamava abertamente a supremacia da “ciência” de Charles Darwin sobre a Bíblia. Exatamente essa “ciência” que era a base da Alemanha nazista e da União Soviética, sistemas políticos e ideológicos hostis ao Cristianismo. A imprensa, entretanto, mentirosamente coloca Breivik como um cristão conservador, e não como alguém treinado em ideais islâmicos, e, também teima em repetir que: “O islamismo é uma religião de paz”, mesmo que o terrorismo seja exercido por praticantes do islamismo dia a após dia em atentados no mundo, e que cristãos continuem a ser presos, perseguidos e mortos.
Isso lembra o caso do “massacre de Realengo”, onde a imprensa nitidamente acobertou os fundamentos islâmicos do jovem Wellington Menezes de Oliveira. Sua última ficha escolar consta a religião muçulmana e era conhecido entre os seus vizinhos como “Bin Laden”.  No Brasil, o PT apresentou ao Congresso Nacional PL 1780/2011 que visa tornar obrigatório nas escolas o ensino da “cultura árabe e da tradição islâmica”, pois a finalidade, “dizem”, é “combater a intolerância e o preconceito” contra a “religião da paz”.
Existem pequenas coisas que causam grandes impactos e que não são facilmente perceptíveis. Note, por exemplo, que as pessoas que são submetidas ao efeito dos comerciais e novelas midiáticas (TV, rádio, internet...) estão sujeitas às mensagens subliminares; entre elas a sugestão para adquirir produtos, praticar coisas erradas (desobediência às autoridades, adultério, fornicação, assassinatos, roubos...), entre outras.
No livro Icabode, Rubem Amorese fala das várias crises que assolam a igreja e tem a ver com a pós-modernidade, especialmente a mídia, que tem um efeito normalizador e o componente poder associado aos processos comunicativos.
Mostra que “fazer a cabeça” é o que se tem buscado. Isso é feito através de processos como a persuasão, imitação, sugestão, pressão moral. Arremata:
“[...] Descobriu-se que as pessoas não reagem a uma mensagem individualmente, isoladamente. Elas decidem a partir de uma rede de consultas ao seu grupo de referência...” (p. 158-159).
“[...] A atitude mais correta, mais nobre, diante de uma dada situação não é mais aquela recebida por herança cultural, mas a que todo mundo faz...” (p. 162).“[...] por meio de algumas entrevistas, a mídia é capaz de criar uma impressão de consenso sobre o que desejar...” (p. 164).
Será que as pessoas, mesmo aquelas que se dizem transformadas, agem de acordo com a “boa nova” ou o Evangelho de Cristo? Será que estão vivendo pelas ondas que passam por suas vidas ou pela verdade de Deus? Será que a mera aceitação pelos seus grupos de referência é suficiente? Qual o papel que a mídia tem ocupado na sua vida? Qual o papel da Palavra de Deus e da obra de Cristo?
Tim Lane e Paul Tripp, logo no prólogo do edificante livro - “Relacionamentos - Uma Confusão que vale a pena”, mostram que nada existe mais complexo e desafiante do que relacionamentos:
“[...] Relacionamentos são confusos; eles também são o instrumento que Deus usa para salvar-nos de nós mesmos. Por meio deles, Deus demonstra que somos incapazes de amar uns aos outros se, antes, não encontramos força no nosso relacionamento com Deus que nos criou e redimiu...”.
Assim, a despeito do terrorismo da mídia e de nós mesmos, somos chamados a buscar a Deus através de Jesus, que veio trazer a paz aos corações aterrorizados.

 

Obras Citadas


Amorese, R. (1998). Icabode. Viçosa/MG: Ultimato.
Bíblia. (1998-2010). Bíblia Alfa Digital 1.3. Santo André/SP: Geográfica Editora.
Bíblia. (2002). Bíblia Online 3.0. Barueri: Sociedade Bíblica do Brasil.
Calvino, J. (2010). Comentário Gálatas - Efésios - Filipenses Colossenses. São José dos Campos/SP : Editora Fiel.
Erdman, C. R. (1975). La Epistola a los Efesios. Grand Rapids, Michigan/EUA: T.E.L.L.
Foulkes, F. (1963?). Efésios, Introdução e Comentário. São Paulo/SP: Edições Vida Nova e Editora Mundo Cristão.
Hendriksen, W. (1992). Comentário do Novo Testamento, Exposição de Efésios. São Paulo: Casa Editora Presbiteriana.
Severo, J. (01 de Janeiro de 2005). www.juliosevero.com. Acesso em 04 de Abril de 2011, disponível em Júlio Severo: http://juliosevero.blogspot.com/
Tripp, T. L. (2011). Relacionamentos - Uma Confusão que vale a pena. São Paulo/SP: Cultura Cristã.

sexta-feira, 2 de setembro de 2011

COMUNHÃO NA EVANGELIZAÇÃO

“Rogo-vos, pois, eu, o prisioneiro no Senhor, que andeis de modo digno da vocação a que fostes chamados, com toda a humildade e mansidão, com longanimidade, suportando-vos uns aos outros em amor, esforçando-vos diligentemente por preservar a unidade do Espírito no vínculo da paz; ...para que não mais sejamos como meninos, agitados de um lado para outro e levados ao redor por todo vento de doutrina, pela artimanha dos homens, pela astúcia com que induzem ao erro. Mas, seguindo a verdade em amor, cresçamos em tudo naquele que é a cabeça, Cristo, de quem todo o corpo, bem ajustado e consolidado pelo auxílio de toda junta, segundo a justa cooperação de cada parte, efetua o seu próprio aumento para a edificação de si mesmo em amor.”              (Efésios 4.1-3; 14-16, RA)

A comunhão dos crentes em Cristo é um dos fatores imprescindíveis para a evangelização. Não é à toa que os teólogos de Westminster reservaram o Capítulo XXVI da Confissão de Fé com o tema a “Comunhão dos Santos”.
A comunhão cristã é ao mesmo tempo, o ambiente que leva os crentes a saírem para evangelizar, bem como receber aqueles que, já evangelizados ou não, vem à Igreja. O ambiente deve ser piedoso e agradável, tornando o discipulado (Mt 28.19-20) parte intensa no crescimento espiritual, como povo da Aliança de Deus.  
Notamos no texto em apreço, que Éfeso era uma cidade famosa da Lídia na Ásia Menor e capital da Ásia proconsular. Era célebre por causa do Templo de Diana (At 19.27) e do seu grande teatro. Em sua segunda viagem missionária, Paulo visitou essa cidade (At 18.19), deixando ali Áquila e Priscila para continuarem a obra do Senhor; também na sua terceira viagem ele passou ali algum tempo até que Demétrio levantou grande alvoroço contra ele (At 19.1, 22-41).
Paulo mostrou na carta que os crentes de Éfeso estavam sendo arrastados por ventos de doutrina, pela artimanha dos homens e pela astúcia que induz ao erro. Mostrou que uma mudança de atitude era necessária para que houvesse uma comunhão evangelizadora, que produzisse crescimento. A unidade (vs. 3-6) seria imprescindível para que houvesse crescimento, e, até que a “plenitude de Cristo” fosse atingida (vs. 13). Apontou elementos imprescindíveis.





O que é imprescindível na comunicação do Evangelho?


Primeiro é necessário “andar na vocação do chamado” - "Como prisioneiro no Senhor, rogo-lhes que vivam de maneira digna da vocação que receberam. Sejam completamente humildes e dóceis, e sejam pacientes, suportando uns aos outros com amor" (vs. 1-2, NVI)
“[...] Quanto mais impulsionado um homem esteja para aproveitar o seu estado, conforme a medida e tudo o que tenha recebido para o bem espiritual do próximo, mais certamente poderá crer que possui a graça do amor e da caridade sincera arraigada em seu coração...” (Matthew Henry, 2004, p. 995).
O andar na vocação inclui a humildade (o que se opõe ao orgulho) e mansidão (disposição de alma que faz com que as pessoas não estejam prontas para provocar, que e não se sintam provocados ou ofendidos).
Esse andar deve buscar a paz entre as pessoas: “[...] A Bíblia em momento nenhum, diz: “Facilite para que os outros pequem contra você”. Em vez disso, ela providencia um meio para lidar com o pecado de forma redentora. Romanos 12.18 diz: “Se possível, quanto depender de vós, tende paz com todos os homens” (Lane & Tripp, 2011, p. 100).

Segundo é necessário “seguir a verdade em amor” "O propósito é que não sejamos mais como crianças, levados de um lado para outro pelas ondas, nem jogados para cá e para lá por todo vento de doutrina e pela astúcia e esperteza de homens que induzem ao erro. Antes, seguindo a verdade em amor..." (vs. 14, 15a, NVI).
NÃO a “minha verdade”, mas a verdade do evangelho. Não é um posicionamento pessoal, mas uma obediência à verdade de Deus já existente, realizada. A verdade que atua através do amor. Tim Keller (2008, p. 186) assevera que falhamos quando nos tornamos estacionários ou autocentrados - “[...] De acordo com Gênesis 3, quando nosso relacionamento com Deus desandou, todos os outros nossos relacionamentos também desintegraram...”  As imperfeições da igreja visível de Cristo podem ser facilmente notadas. Por isso, observa-se que na Igreja, muitas vezes não falta a verdade, mas falta o amor isto é, a melhor doação dos dons, dos talentos e do tempo para a glória de Cristo.


Terceiro é necessário “crescer em Cristo” - "...cresçamos em tudo naquele que é a cabeça, Cristo. Dele todo o corpo, ajustado e unido pelo auxílio de todas as juntas, cresce e edifica-se a si mesmo em amor, na medida em que cada parte realiza a sua função" (vs. 15b,16, NVI).  
O exemplo usado pelo apóstolo é o Corpo de Cristo (vs. 16). Note as expressões que são usadas sobre a Igreja - “corpo todo”, “bem ajustado e consolidado”, “segundo a justa cooperação de cada parte”. O resultado é evidente: “efetua o seu próprio aumento para a edificação de si mesmo em amor”. 



A comunicação eficiente do Evangelho não depende tanto do método usado (eles são variados), mas  de "andar no chamado cristão", de "seguir a verdade em amor" e de  "crescer em Cristo".





Bibliografia


Bíblia. (1998-2010). Bíblia Alfa Digital 1.3. Santo André/SP: Geográfica Editora.
Bíblia. (2002). Bíblia Online 3.0. Barueri: Sociedade Bíblica do Brasil.
Calvino, J. (2010). Comentário Gálatas - Efésios - Filipenses Colossenses. São José dos Campos/SP : Editora Fiel.
Casimiro, A. D. (2011). 7a. Lição - A Bênção da Unidade. Estudos Bíblicos - Efésios e Filemom. Santa Bárbara D'Oeste/SP: Z3, 31-35.
Henry, M. (2004). Comentário Bíblico de Mattew Henry. Rio de Janeiro/RJ: Casa Publicadora das Assembléias de Deus.
Keller, T. (2008). A Fé na Era do Ceticismo. Rio de Janeiro: Elsevier Editora Ltda.
Tripp, T. L. (2011). Relacionamentos - Uma Confusão que vale a pena. São Paulo/SP: Cultura Cristã.