sexta-feira, 20 de novembro de 2015

COMO ENCARAMOS AS LUTAS?

"Meus irmãos, considerem motivo de grande alegria o fato de passarem por diversas provações, pois vocês sabem que a prova da sua fé produz perseverança" (Tg 1.2-3). 

Vivemos dias de recessão e inflação, de descontentamento e desgoverno, de guerras e terrorismo, de violência e rebeldia. É natural que o desânimo, a tristeza e a falta de perspectiva assaltem os corações. 

Tiago era irmão de Jesus Cristo e proeminente pastor da Igreja de Jerusalém.  Sua igreja estava no meio de severa perseguição e aconteceu por volta da época em que Estevão é apedrejado (Atos 7 e 8). Esse cenário nos ajuda a ver a mensagem do Espírito através de Tiago, não como uma pregação trivial de um pastor de destaque ou um amável conselho de um pastor maduro e amoroso.

No texto de Tiago 1.1-18 usa-se para provação uma palavra (gr.=peirasmos) que significa “experimento, tentativa, teste, prova”. Considere como Tiago analisa, com sabedoria e consolo, aos seus ouvintes:

Primeiro, AS PROVAÇÕES SÃO INEVITÁVEIS (vs. 2).  A versão corrigida diz: “Meus irmãos, tende grande gozo quando cairdes...”. Ele está dizendo que as provações virão (Fp 1.29, 1Pe 4.12 e Jo 16.33).  

Segundo, AS PROVAÇÕES SÃO BÊNÇÃOS (vs. 2-4). Parece contradição, mas são bênçãos. Tiago diz que sem elas permaneceríamos imaturos, incompletos e deficientes como cristãos. Por meio delas crescemos em perfeição e integridade.

Terceiro, AS PROVAÇÕES SÃO SOFRÍVEIS (vs. 5-8). Necessitamos correr para Deus para buscar sabedoria e fé para passar diante do sofrimento.

Quarto, AS PROVAÇÕES SÃO REFLEXIVAS (vs. 9-12). Tiago lembra que as provações podem vir na forma de dificuldades ou bênçãos, riqueza ou pobreza, aceitação ou rejeição, fracasso ou sucesso.

Quinto, AS PROVAÇÕES SÃO FOCÁVEIS (vs. 13-15). Tiago muda o seu foco de “provações” para “tentações”. Ora, uma provação pode levar a um crescimento pessoal como também à tentação e ao pecado. O solo da provação pode produzir frutos, mas também espinhos. 

Sexto, AS PROVAÇÕES SÃO GLORIFICACIONAIS (vs. 16-18). O apóstolo lembra à sua igreja a bondade, a graça, o amor e a misericórdia de Deus em tempos de aflição. Deus é o doador de boas dádivas (Mt 7.8-11). A maior de todas é Jesus Cristo, nosso Redentor e Amigo. 

Ora, as pessoas tendem a se “sentir surpresas” com o sofrimento, quando deveriam se “sentir abençoadas” por passarem por provações.
Reserve um tempo para examinar-se à luz desta mensagem.

Pergunte-se: “Como eu tenho enfrentado as provações?”. 

terça-feira, 21 de abril de 2015

TODOS NÓS SOMOS INCONFIDENTES

Joaquim José da Silva Xavier, conhecido como Tiradentes, é considerado Patrono Cívico do Brasil, sendo que a data de sua morte, 21 de abril, é feriado nacional. Seu nome consta no “Livro de Aço do Panteão da Pátria e da Liberdade”, sendo considerado uma espécie de herói nacional.
Mas, nem sempre foi assim, pois durante o Império, os dois monarcas, D. Pedro I e D. Pedro II, pertenciam à casa de Bragança, sendo respectivamente, neto e bisneto de D. Maria I, quem havia emitido a sentença de morte de Tiradentes.
Foi somente na República, sob a influência da bandeira do positivismo, que os seus ideários buscaram na figura de Tiradentes o mártir que fortaleceria a identidade republicana no Brasil. Daí sua figura de barba e camisolão à beira do cadafalso, muito assemelhada a Jesus Cristo. 
Ora, como militar, o máximo que Tiradentes poderia se permitir era um discreto bigode. Note que na prisão (onde passou os últimos três anos de sua vida), os detentos eram obrigados a raspar barba e cabelo a fim de evitar piolhos. Perceba, também, que o nome do movimento, "Inconfidência Mineira", e de seus participantes, os "Inconfidentes", foi cunhado posteriormente, denotando o caráter negativo do movimento, pois inconfidente é aquele que trai a confiança.
Refletindo um pouco, num sentido estrito do termo “todos nós somos inconfidentes!”.  
Adão foi o primeiro inconfidente, pois traiu a confiança de Deus comendo do fruto proibido - “... Comeste da árvore que te ordenei que não comesses?” (Gn 3.11) e trazendo à raça humana as consequências de sua desobediência, pois o pecado grassou à raça humana - “...todos pecaram” (Rm 5.12). 
Jesus Cristo levou na cruz os pecados dos inconfidentes. “Mas Deus prova o seu próprio amor para conosco pelo fato de ter Cristo morrido por nós, sendo nós ainda pecadores” (Rm 5.8).

Todos os inconfidentes podem ter acesso à Obra de Jesus Cristo pela fé. Como podem fazer isso? Reconhecendo que são pecadores e crendo que Jesus é suficiente para salvá-los - “E não há salvação em nenhum outro; porque abaixo do céu não existe nenhum outro nome, dado entre os homens, pelo qual importa que sejamos salvos” (At 4.12); “...crê no Senhor Jesus e serás salvo, tu e tua casa” (At 16.31).
Você já admitiu que é um pecador? Você já abriu o coração para Deus?
Rev. Rubens Castro