quinta-feira, 16 de março de 2023

O QUE ME AFASTA DA ORAÇÃO?

 Isaías 59.1-4, NAA

O pecado é algo danoso às criaturas de Deus, a ponto do próprio pecado dificultar a prática da oração pessoal e comunitária. John Bunyan disse: “Ou a oração nos afastará de pecar ou o pecado nos afastará da oração”.   

A profecia de Isaías contém mensagens ao povo de Judá e aos moradores de Jerusalém entre 740 e 687 a.C. num momento de afastamento do povo de Deus. Dizem Arnold & Beyer (in “Descobrindo o Antigo Testamento”, p.378): “...O Senhor era mais que poderoso para salvá-los, mas os seus pecados os haviam separado de Deus. Eles contaminaram suas mãos com sangue e mentiram enquanto seus pés iam rapidamente pelo caminho da iniquidade. Como resultado justiça e retidão haviam deixado aquela terra...”.


DEUS ESTÁ PRONTO PARA ABENÇOAR 

Is 59.1 - "Eis que a mão do Senhor não está encolhida, para que não possa salvar; [Is 50.2] e o seu ouvido não está surdo, para não poder ouvir”. 

Note que na essência do pecado está o orgulho, mas na essência da oração está a humildade, a dependência de Deus. O pecado leva ao afastamento da Palavra (princípios e promessas), da oração, da comunhão com os irmãos (Igreja). Jesus disse: Em verdade lhes digo que tudo o que ligarem na terra terá sido ligado nos céus, e tudo o que desligarem na terra terá sido desligado nos céus” (Mt 18.18).

 

DEUS ESCONDE O ROSTO DO SEU POVO 

Is 59.2 - “Mas as iniquidades de vocês fazem separação entre vocês e o seu Deus; e os pecados que vocês cometem o levam a esconder o seu rosto de vocês, para não ouvir os seus pedidos” [Is 1.15]. 


Nossos corações são enganosos e desesperadamente corruptos, Jr 17.9: “Enganoso é o coração, mais do que todas as coisas, e desesperadamente corrupto. Quem poderá entendê-lo?”. 


Nosso acesso a Deus não vem pela ausência de pecado em nós, mas pela ausência de pecado em Cristo. 


Hb 4.15-16: “Porque não temos sumo sacerdote que não possa compadecer-se das nossas fraquezas; antes, foi ele tentado em todas as coisas, à nossa semelhança, mas sem pecado. Acheguemo-nos, portanto, confiadamente, junto ao trono da graça, a fim de recebermos misericórdia e acharmos graça para socorro em ocasião oportuna”. 


Hb 7.25 : Por isso [Jesus], também pode salvar totalmente os que por ele se chegam a Deus, vivendo sempre para interceder por eles”.

 

DEUS CLAMA POR REDENTORES 

Is 59.3-4 - Porque as mãos de vocês estão manchadas de sangue, e os seus dedos, de iniquidade; os lábios de vocês falam mentiras, e a sua língua profere maldade. Não há ninguém que clame pela justiça, ninguém que compareça em juízo pela verdade; confiam no que é nulo e andam falando mentiras; concebem o mal e dão à luz a iniquidade”. 


Ele deseja justiça, retidão e verdade. 


Embora Jesus interceda por nós, de nada vale se estivermos em pecado. Por isso, devemos reconhecer o Senhor, nos arrepender e confessar o pecado - 1Jo 1.9: “Se confessarmos os nossos pecados, ele é fiel e justo para nos perdoar os pecados e nos purificar de toda injustiça” (1Jo 1.9). 


Davi sentiu na pele os efeitos dos seus pecados, Sl 32.3-4: Enquanto calei os meus pecados, envelheceram os meus ossos pelos meus constantes gemidos todo o dia. Porque a tua mão pesava dia e noite sobre mim, e o meu vigor secou como no calor do verão”.  

 

O que nos afasta da oração, segundo a profecia de Isaías e consenso das Escrituras, é o nosso próprio pecado. Por isso pare de culpar as outras pessoas (pois que também são pecadoras) ou situações; quebrante-se e converta-se diante do Senhor!


quinta-feira, 3 de junho de 2021

O SILÊNCIO DA ALMA



É NORMAL FICAR EM SILÊNCIO?

O silêncio tem sido visto como algo normal quando há o ‘calar-se diante das pessoas’. Nessa hora muitos se encastelam diante de um aparelho (celular, televisão...), diante da criação de Deus (natureza), diante de autoridades (pais, professores, chefes...). Mas o que é o mais preocupante de tudo isso é quando se cala diante existência, o suicídio.  O perigo da morte se avizinha. Há pessoas que bebem para esquecer, que se drogam para se alienar da realidade; outros se alienam pela sublimação como se os problemas não existissem. 

 

O Salmo 39 é um texto poético e dinâmico. Davi o escreveu num momento extremamente difícil. Ele havia passado por lutas, dores e lágrimas (v.12). É um canto de lamento pessoal, de busca de equilíbrio, de sentido para a sua vida. O texto bem se parece mais com os livros de Jó, Eclesiastes ou Lamentações de Jeremias.

 

Ora, as lutas são comuns a todos os seres humanos e revelam o caráter do verdadeiro discípulo de Cristo. Note que as aflições são permitidas por Deus para que a nossa fé cresça, a nossa santidade aumente e a glória de Deus seja manifesta (v.10). O próprio Jesus disse aos seus discípulos – “...No mundo, vocês passam por aflições; mas tenham coragem: eu venci o mundo.(João 16.33, NAA).

 

DO QUE O SALMO TRATA?

 

Primeiro temos as REAÇÕES À SUPRESSÃO (vv.1-3). Davi havia guardado mais silêncio que podia e abriu o seu coração na angústia.

 

Segundo temos a REFLEXÃO DA FRAGILIDADE (vv.4-6). O salmista tem uma visão clara da brevidade da vida. Devemos orar conforme o Salmo 90.12 – Ensina-nos a contar os nossos dias, para que alcancemos coração sábio.

 

Terceiro temos a INTROSPECÇÃO DA ALMA (vv.7-11). Ele busca libertação de pecado (8), pois a pecaminosidade é que traz o juízo de Deus (v.11). Deus quando nos corrige, o faz para o nosso bem (cf. Hb 12.6-11, NAA) – “...porque o Senhor corrige a quem ama e castiga todo filho a quem aceita. É para disciplina que vocês perseveram. Deus os trata como filhos....”. 

 

Quarto temos uma ORAÇÃO SÚPLICE (vv.12-13). Oração é a linguagem da alma. Se o silêncio danoso traz resultados desastrosos, a oração é a nossa linguagem diante de Deus para o silencio da alma. “As aflições são permitidas para estimular-nos à oração” (Matthew Henry).


 A CHAVE DE ENTENDIMENTO 


A chave para entender o salmo está no verso sete, onde Davi revela a solução para o silêncio da sua alma – E eu, Senhor, que espero? Tu és a minha esperança”. Lá o salmista, num diálogo interno e íntimo, expressa a sua confiança no Deus Soberano.

 

É certo que não se pode encontrar sólida satisfação na criatura humana; mas esta deve ser encontrada no Senhor Jesus e na comunhão com Ele.

  

sexta-feira, 28 de setembro de 2018

Como você encara as Eleições?





No primeiro domingo de OUTUBRO teremos o primeiro turno das eleições. O povo brasileiro participará de um dos direitos mais fundamentais de uma sociedade democrática: VOTAR. 

O sufrágio universal dos cidadãos brasileiros elegerá: presidente, governadores, senadores, deputados federais e estaduais (faça uma “colinha” para levar quando for votar).

Algumas ORIENTAÇÕES PASTORAIS são importantes:

(1o.) NÃO SEJA ALIENADO – A desilusão com os políticos corruptos tem anuviado a capacidade do eleitor de enxergar em quem votar e tem desmotivado a nação toda em linhas gerais. É bem verdade o Salmo 14.3: “Todos se extraviaram e juntamente se corromperam; não há quem faça o bem, não há nem um sequer”. Ora, o evangelista Billy Graham disse certa feita que “a causa do crescimento dos maus é a omissão dos bons”. Por isso não se aliene! 


(2o.) PROCURE FAZER O BEM – A Bíblia insiste em que devemos fazer o bem; em outras palavras, que devemos ser participantes: “Detestai o mal, apegando-vos ao bem.” (Rm 12.9); “Não te deixes vencer do mal, mas vence o mal com o bem.” (Rm 12.21); “Não te furtes a fazer o bem a quem de direito, estando na tua mão o poder de fazê-lo” (Pv 3.27). Fala, ainda, que a omissão do bem é pecado: “Portanto, aquele que sabe que deve fazer o bem e não o faz nisso está pecando” (Tg 4.17).


(3o.) ESTEJA TRANQUILO AO VOTAR ­– Muitos estão com o coração irado e o país está dividido. Note, entretanto, que a Bíblia recomenda atitudes para com as autoridades: 

a)Devemos obedecê-las: “É necessário que lhe estejais sujeitos, não somente por causa do temor da punição, mas também por dever de consciência” (Rm 13.5);

b)Devemos orar por elas: “Antes de tudo, pois, exorto que se use a prática de súplicas, orações, intercessões, ações de graças, em favor de todos os homens... e de todos os que se acham investidos de autoridade, para que vivamos vida tranquila e mansa, com toda piedade e respeito” (1Tm 2.1-2).


Ore, em especial na semana que antecede às votações, pelas autoridades; jejue se puder (Mt 6.16-18). 

(4o.) ESCOLHA A MELHOR PESSOA PARA A GLÓRIA DE DEUS: Não vote manipulado por quem quer que seja. Vote pelo projeto do candidato, pela sua vida moral, pelo bem que trará ao país, se é “ficha limpa”, etc. Não vote em candidatos e partidos que trazem a agenda do marxismo cultural, isto é, apoio ao aborto, causa gay; ensino de ideologia de gênero e comunismo nas escolas e universidades, e outros. 


Não se iluda, tão pouco, com as frases que são usadas pelos “evangélicos de ocasião”.  Lembre-se que a igreja deve influenciar mantendo firme: o testemunho, a missão e a ética. Jesus disse que o cristão deveria ser sal e luz - "Assim brilhe também a vossa luz diante dos homens, para que vejam as vossas boas obras e glorifiquem a vosso Pai que está nos céus" (Mt 5.16). 

Proteste quando preciso (os protestantes sempre fizeram isso), mas saiba que Deus continua no controle de tudo - "Sabemos que todas as coisas cooperam para o bem daqueles que amam a Deus, daqueles que são chamados segundo o seu propósito" (Rm 8.28) e todas as coisas devem glorifica-lo - "Portanto, quer comais, quer bebais ou façais outra coisa qualquer, fazei tudo para a glória de Deus" (1Co 10.31).




Vote conscientemente 
para a glória de Deus 
e o favor dos homens!

sábado, 25 de agosto de 2018

A Glória dos que Sofrem


2Coríntios 4:7-18


Entendendo o Sofrimento

Algumas perguntas sobre o sofrimento incomodam as pessoas em geral: “Se existe sofrimento, Deus pode existir?”; “Se Deus é bom e também onipotente, por que, então, existe o mal no mundo?”.

Note que o sofrimento atinge a todos e é variado. Há sofrimento físico; há dor amortecida e dor aguda; há dor e perda que causam sofrimento.

Entretanto, há muitas formas de sofrimento que não se irradiam da dor física. O medo e a ansiedade podem produzir grande sofrimento. A humilhação, o desprezo, a solidão, o remorso, a perda de um ente querido, a destruição do casamento, entre outros, podem causar grande sofrimento.

O sofrimento emocional pode ser tão profundo como a dor física. Ele é complexo: abrange a mente, as emoções, o físico e o espírito. A depressão profunda é uma terrível realidade para muitos. Ainda mais, há a dor do faminto, do desamparado, do órfão, da vítima, do enlutado, do perdido.

Ora, o sofrimento entrou no mundo pelo pecado. Hoje a natureza geme por causa do pecado. Os filhos de Deus gemem por causa do pecado. E o próprio Espírito geme intercedendo por nós.


O que estava por trás do ensino de Paulo?

No texto de 2Coríntios 4, Paulo vê o sofrimento nos crentes de Corinto, uma vez que ouviam falsos líderes que “com astúcia” estavam “adulterando a Palavra de Deus” (2Co 4:2). Esses falsos apóstolos e mestres alteravam e substituíam as “verdades de Deus” fazendo com que aqueles cristãos não entendessem o glorioso plano de Deus e nem as lutas pelas quais passassem.
  
Isto levou Paulo a exortar os crentes da Acaia (Grécia) para um viver mais profundo que buscasse Cristo no centro. O apóstolo não desiste da “esperança” de que aqueles irmãos do passado mudassem as suas atitudes, uma vez que o ministério da nova aliança, no poder do Espírito Santo é tão excelente quanto poderoso.


Aprendendo sobre a Glória do Sofrimento
  
Primeiro fala das MARCAS DOS QUE SOFREM (vs. 8-9). O apóstolo dos gentios usando o termo “em tudo” mostra quais são as marcas dos que sofrem. Era como dissesse que essas coisas ocorrem ao mesmo tempo: “em tudo atribulados”; “em tudo perplexos”; “em tudo perseguidos”; “em tudo abatidos”. Essa é uma realidade triste e traz marcas com cicatrizes como história e experiência na corrida cristã.
  
Segundo mostra o ESPÍRITO DOS QUE SOFREM (vs. 7-9). A despeito das marcas do sofrimento desses irmãos, eles “porém” estavam: “não angustiados”, “não desanimados”, “não desamparados”, “não destruídos”. A razão é que tinham um grande tesouro no seu coração, mas suas vidas eram como de barro (vs. 7).

Terceiro regozija-se pela VITÓRIA DOS QUE SOFREM (vs. 10-15). Os cristãos podem até ser abandonados pelos seus amigos e perseguidos pelos inimigos, mas jamais serão abandonados por Deus. Mesmo que haja temores internos e lutas externas não são destruídos. Há para o crente a “mortificação do corpo”, a “vivificação do Espírito”, “a vitória da fé” e “a vitória do ser interior”.

Quarto vive pela GLÓRIA DOS QUE SOFREM (vs. 16-18). O apóstolo mostra que ainda que haja um sofrimento leve e momentâneo, o ser interior se renova cada dia e produz um “peso de glória” acima de toda comparação, pois o olhar dos que sofrem está na eternidade e não nas coisas temporais.


Aplicando na Vida

  
a) Deus não nos poupa do sofrimento, mas caminha conosco pelo sofrimento – Is 43:1-3; Sl 23:4;

b) Deus trabalha as circunstâncias dolorosas da nossa vida e as canaliza para o nosso bem (Gn 50:20; Rm 8:28);

c) Deus transforma as circunstâncias adversas em benefício para nós (Sl 84:5-7);

d) Mesmo que as circunstâncias não mudem, Deus mesmo é a razão da nossa alegria – Hc 3:17-18);

e) Podemos nos alegrar nas próprias tribulações (Rm 5:3-5; Tg 1:2).



sábado, 19 de agosto de 2017

AS SEMENTES TEM QUE FRUTIFICAR

O texto é narrado por todos os evangelhos que guardam semelhanças (Mt 13.1-23; Mc 4.1-25; Lc 8.4-18).  O menor texto é o de Lucas e o maior o de Marcos. Jesus estava ensinando num barquinho à beira-mar a uma grande multidão: 1Novamente Jesus começou a ensinar à beira-mar. Reuniu-se ao seu redor uma multidão tão grande que ele teve que entrar num barco e assentar-se nele. O barco estava no mar, enquanto todo o povo ficava na beira da praia. 2Ele lhes ensinava muitas coisas por parábolas, dizendo em seu ensino...” (Mc 4.1-2). 
A forma literária usada por Jesus é a da narrativa; neste caso uma parábola:  9A seguir Jesus acrescentou: "Aquele que tem ouvidos para ouvir, ouça! " 10Quando ele ficou sozinho, os Doze e os outros que estavam ao seu redor lhe fizeram perguntas acerca das parábolas. 11Ele lhes disse: "A vocês foi dado o mistério do Reino de Deus, mas aos que estão fora tudo é dito por parábolas, 12a fim de que, ‘ainda que vejam, não percebam, ainda que ouçam, não entendam; de outro modo, poderiam converter-se e ser perdoados!’" 13Então Jesus lhes perguntou: "Vocês não entendem esta parábola? Como, então, compreenderão todas as outras parábolas?
A razão de Jesus falar por parábolas é para cumprir a profecia de Isaías (Mt 13.13-17). Jesus falava para os seus verdadeiros discípulos e eles compreenderiam e se converteriam, contudo os judeus e outros gentios descuidados e endurecidos ouviriam, mas não compreenderiam.  Observe que as parábolas do semeador e do joio nos dão a entender que Jesus estava dando um modelo de interpretação para as suas parábolas em geral (cf. Mt 13.3). 
A semente é a Palavra de Deus 14O semeador semeia a palavraEla é semeada pelo semeador que sai a semear3Ouçam! O semeador saiu a semear... O Semeador não é somente o missionário, o pastor, o evangelista que prega a palavra, mas todos e qualquer um dos discípulos de Cristo (At 1.8; Mt 28.19-20; Mc. 16.15). Os campos estão brancos, a seara é grande, mas os trabalhadores são poucos (Mt 9.37-38). O solo é o coração humano.
O que fazer para que as sementes do semeador frutifiquem? 
Quais as admoestações que Jesus faz aqui? 
Primeiro, O SENHOR ADMOESTA ACERCA DO MALIGNIDADE – à beira do caminho: 4Enquanto lançava a semente, parte dela caiu à beira do caminho, e as aves vieram e a comeram... 15Algumas pessoas são como a semente à beira do caminho, onde a palavra é semeada. Logo que a ouvem, Satanás vem e retira a palavra nelas semeada (vs.4,15). Era costume semear trigo e cevada. Era inevitável que sementes caíssem no caminho. Os pássaros vinham, então, e devoravam as sementes semeadas. Semelhantemente, Satanás age quando a Palavra de Deus é semeada. “Estejam alertas e fiquem vigiando porque o inimigo de vocês, o Diabo, anda por aí como um leão que ruge, procurando alguém para devorar” (1Pe. 5.8).
Segundo, O SENHOR ADMOESTA ACERCA DA SUPERFICIALIDADE – sobre a pedra: 5Parte dela caiu em terreno pedregoso, onde não havia muita terra; e logo brotou, porque a terra não era profunda. 6Mas quando saiu o sol, as plantas se queimaram e secaram, porque não tinham raiz... 16Outras, como a semente lançada em terreno pedregoso, ouvem a palavra e logo a recebem com alegria. 17Todavia, visto que não têm raiz em si mesmas, permanecem por pouco tempo. Quando surge alguma tribulação ou perseguição por causa da palavra, logo a abandonam (vs.5-6, 16-17). Na Palestina e em seus arredores há muita pedra. As sementes que caíam nas pedras em vez de lançarem as suas raízes para baixo, crescem para cima brotando imediatamente e assim morrendo com o calor do sol ou queimadas pelo frio.
Terceiro, O SENHOR ADMOESTA ACERCA DA COMPLEXIDADE – entre os espinhos: 7Outra parte caiu entre espinhos, que cresceram e sufocaram as plantas, de forma que ela não deu fruto... 18Outras ainda, como a semente lançada entre espinhos, ouvem a palavra; 19mas quando chegam as preocupações desta vida, o engano das riquezas e os anseios por outras coisas, sufocam a palavra, tornando-a infrutífera (vs.7, 18-19). O solo estava infestado de raízes de espinhos e como as ervas daninhas, em geral, cresce mais rápido que as outras, o preciso grão foi sufocado pelos espinhos. O jovem rico saiu triste da presença de Jesus porque as riquezas do mundo eram mais influentes em sua vida (cf. Mc 10.17-22): “Jesus, contemplando-o, o amou e disse-lhe: Uma coisa te falta; vai, vende tudo o que tens e dá-o aos pobres, e terás um tesouro no céu; e vem, segue-me. Mas o homem, contrariado com estas palavras, retirou-se triste; porque tinha muitos bens” (21-22).
Quarto, O SENHOR ADMOESTA ACERCA DA PROFUNDIDADE – dentro da terra: 8Outra ainda caiu em boa terra, germinou, cresceu e deu boa colheita, a trinta, sessenta e até cem por um"... 20Outras pessoas são como a semente lançada em boa terra: ouvem a palavra, aceitam-na e dão uma colheita de trinta, sessenta e até cem por um" (vs.8, 20). Este solo era fértil. Não era duro, nem rochoso, nem ocupado. Um solo bom renderia 100 outros grãos por um. Outro a 60 e outro a 30. (Cf. Jo 15.1-8).


sexta-feira, 31 de março de 2017

COMO MUDAR?

Texto Bíblico: Colossenses 3.12-17
O teólogo Carl F. H. Henry observa que “o paganismo agora está mais profundamente entranhado que no passado recente e exerce um domínio mais forte sobre a sociedade ocidental”[1] . A discussão no meio cristão sério hoje é analisar como isto está afetando a igreja no seu testemunho em ser sal e luz (Mt 5.13-14). Em como a igreja está sendo seduzida pela cultura popular, pela mídia, pelas instituições em se afastar das tradições e ensinamentos judaico-cristãos.

Esses problemas não são exclusivos dos tempos pós-modernos, mas também ocorreram nos dias de Paulo nas comunidades que havia plantado. O apóstolo está preso em Roma quando escreve a epístola aos colossenses. Ora a cidade de Colossos ficava a 160 km de Éfeso no vale de Lycus e sua população consistia de nativos frígios, gregos e judeus.

O apóstolo reconhece o bom trabalho de Epafras, nativo da região, como servo e ministro de Cristo (Cl 1.7 e 4.12). Escreve aos crentes colossenses e laodicenses mostrando cuidado pastoral para com as igrejas plantadas (Cl 2.1 e 4.16). A sua preocupação ocorria para que ninguém os enganasse com raciocínios falazes (Cl 2.4) e tradições humanas e mundanas e não as de Cristo (Cl 2.8). O apóstolo apresenta Cristo como aquele que pode dirimir todas as questões (Cl 1.13-23), diante dos vários conceitos errados e vícios que havia na Igreja de Colossos (Cl 2.16-23 e 3.5-11).  


Primeiro, REVESTINDO-SE DE CRISTO (vs. 12) – “12Portanto, como povo escolhido de Deus, santo e amado, revistam-se de profunda compaixão, bondade, humildade, mansidão e paciência”.
Segundo, SUPORTANDO ‘UNS AOS OUTROS’ POR CRISTO (vs. 13-15) – 13Suportem-se uns aos outros e perdoem as queixas que tiverem uns contra os outros. Perdoem como o Senhor lhes perdoou. 14Acima de tudo, porém, revistam-se do amor, que é o elo perfeito. 15Que a paz de Cristo seja o juiz em seus corações, visto que vocês foram chamados a viver em paz, como membros de um só corpo. E sejam agradecidos.
Terceiro, ABRINDO O CORAÇÃO À PALAVRA DE CRISTO (vs. 16) – 16Habite ricamente em vocês a palavra de Cristo; ensinem e aconselhem-se uns aos outros com toda a sabedoria, e cantem salmos, hinos e cânticos espirituais com gratidão a Deus em seus corações.  Habitar aqui é o mesmo que “viver em”, “morar”, “residir” (gr. = enoikeo). Paulo usa o advérbio “ricamente” e o qualifica “em vós” nos crentes de Colossos e nos crentes de hoje. A palavra de Cristo. (usa “logos” aqui) – “O Evangelho é a Palavra de  Cristo” (MHC). O próprio Cristo – Gl. 2.20; Ef. 3.17; Rm. 8.9. Dois verbos usados aqui: 1o.) Instruir (gr. didasko), ensinar; 2o) Admoestar, exortar; dupla tarefa: instruir + exortar = encorajar; em toda sabedoria (gr. sophos, Cf. 1:28, 3:3 e 1Co. 1:30).
Quarto, FALANDO E AGINDO (EM TUDO) EM NOME DE CRISTO (vs. 17) – 17Tudo o que fizerem, seja em palavra ou em ação, façam-no em nome do Senhor Jesus, dando por meio dele graças a Deus Pai. O apóstolo exorta para o nosso viver seja impactado por Cristo e Sua obra. Duas perguntas surgem para refletir se levamos em conta o nome do Senhor? 1ª.)Será que o Senhor se agrada das nossas ações e palavras? Podemos dar graças por Jesus?
A Bíblia nos dá direção sobre essa mudança. Jesus mesmo disse que Ele é o caminho (Jo 14.6).  Deus nos dá direção pela Sua Palavra.  
COMO MUDAR? 
1º.)Revestindo-se de Cristo (12); 
2º.)Suportando uns aos outros por Cristo (13-15); 
3º.)Abrindo o coração à Palavra de Cristo (16); 
4º.)Falando a agindo em nome de Cristo (17)



[1] in Twilight of a Great Civilization: The Drift Toward Neo-Paganism, Westchester, III, 1988, 23. Citado por Elwell & Yarbrough, Descobrindo o Novo Testamento. São Paulo: Cultura Cristã, 1998, p. 316.
[2] Citações Bíblicas da Nova Versão Internacional