sexta-feira, 22 de junho de 2012

O SEMESTRE ACABOU, O INVERNO CHEGOU...


Já estamos na última semana de Junho e em pleno inverno. Outro dia iniciamos o ano e já nos vemos planejando o final dele. Parece que estamos sempre vendo os acontecimentos na perspectiva de sua realização, de sua temporalidade. De fato as coisas acontecem rapidamente, principalmente nestes dias, entretanto, é necessário olhá-las, também, da perspectiva do “plano de Deus” e da “vontade de Deus”.
O texto de Hebreus 11.8-12 mostra que Abraão foi chamado por Deus (Gn 12.1-2), obedeceu à Sua Palavra (Gn 26.5), mas não sabia para onde estava indo - “Pela fé Abraão, quando chamado, obedeceu e dirigiu-se a um lugar que mais tarde receberia como herança, embora não soubesse para onde estava indo” (Hb 11.8, NVI).  
Ora, nós agimos de forma contrária ao plano de Deus, muitas vezes. Não vemos um chamado de Deus, não obedecemos à Sua Palavra e queremos “de lambuja”, ainda, saber para onde estamos indo. Por fim, ficamos irados quando o caminho é incerto!
Será que alguma coisa está errada? Quase tudo!
Vemos em Abraão que a “fé no Senhor” é o único referencial que ele conhecia uma vez que a lei de Moisés não havia sido dada, não tinha toda a Bíblia nas mãos e Jesus não tinha vindo, ainda. Entretanto, em Abraão a fé é o meio mais suficiente de todos. Se não tivermos fé não agradaremos ao Senhor e nem seremos recompensados por Ele - “Sem fé é impossível agradar a Deus, pois quem dele se aproxima precisa crer que ele existe e que recompensa aqueles que o buscam” (Hb 11.6, NVI). 
O pregador Dwight L. Moody costumava dizer: “Se Deus é seu sócio, faça grandes planos”. Não olhe tão somente os fatos, mas creia que Deus é poderoso para agir no meio desses fatos. Em Abraão vemos que a fé obedece, caminha e realiza. Ele não procurou detalhes, pediu regalias ou barganhou, mas simplesmente creu. Ele se levantou e iniciou a jornada. Vá e faça o mesmo!
Nossas escolhas trazem sérias consequências para o futuro. Não se contente com a mediocridade, mas creia e obedeça, pois Deus tem grandes coisas!


quarta-feira, 20 de junho de 2012

“Casamento” gay e o bullying da mídia


Governo, mídia e um povo que diz uma coisa e faz outra



Os americanos estão coçando a cabeça, pelo menos as elites da mídia. Pesquisa após pesquisa de opinião pública nos Estados Unidos mostra que o público americano está cada vez mais apoiando o “casamento” gay. Mas esse apoio não está aparecendo nos plebiscitos, onde a maioria dos estados dos EUA está demonstrando rejeição a esse tipo de casamento.
Os EUA têm 50 estados e 32 dois já votaram contra o “casamento” gay. Diferente das decisões judiciais, onde um juiz ou grupo de juízes impõe uma decisão arbitrária sobre uma população inteira, o voto popular expõe a vontade dos cidadãos.
O que intriga as elites é que quando os jornalistas das grandes redes de televisão ou institutos de pesquisas perguntam ao povo americano “Você é contra ou a favor do ‘casamento’ gay?” a resposta é geralmente “sim”. Mas esse “sim” se transforma misteriosamente em “não” nas urnas.
Quando o jornalista está de olho, o cidadão parece revelar apenas o que o jornalista quer ouvir. Afinal, a mídia está carregada de preconceitos pró-homossexualismo, e joga sem dó nem piedade o rótulo de “homofóbico” no cidadão que expressa qualquer opinião contrária ao supremacismo gay. Os jornalistas são especialistas na aplicação desses rótulos. Contrariar a pergunta do jornalista é ganhar gratuitamente um rótulo indesejado. É sofrer bullying sem poder escapar. É pedir para apanhar.
O cidadão deixa para dar sua resposta para o jornalista — e para as elites — nas urnas.

Povo americano mostra nas urnas

o que tem receio de mostrar diante das câmeras

A conduta persistente dos eleitores americanos tem sido dizer uma coisa para os jornalistas e pesquisas de opinião pública e fazer outra coisa totalmente diferente nas urnas.
Por isso, os jornais com um inchado triunfalismo esquerdista comemoram as pesquisas que apontam uma maioria da população americana supostamente apoiando o “casamento” gay, para murcharem logo que um plebiscito sobre tal casamento mostra o resultado — que quase nunca reflete a vontade das elites.
No Brasil, o deputado supremacista gay Jean Wyllys já declarou que é contra um plebiscito sobre “casamento” gay porque, na opinião dele, o povo brasileiro não está preparado para fazer tais decisões.
A sugestão dele é que o povo primeiro passe por uma campanha “educativa” (lavagem cerebral) a fim de que os resultados dos plebiscitos reflitam fielmente os desejos das elites.
Enquanto essa lavagem cerebral não acontece, o risco é ver no Brasil o que se vê nos EUA: um povo que apoia o “casamento” gay diante das câmeras (deixando as elites ultra-sorridentes) e dá meia-volta volver nas urnas, deixando as elites em pânico.
Quem é que não coçaria a cabeça diante desse quadro contraditório?
Qual é a elite que não entraria em estado de pânico com o comportamento do povo, que diz uma coisa e faz outra?
Não é de admirar que as elites, para resolver o “casamento” gay e outras questões morais importantes, prefiram a intervenção de juízes e suas decisões tirânicas. Eles são confiáveis.
Quem é inconfiável é o povo.
Numa era em que tanto se fala de combate ao bullying, a pergunta é: quando haverá leis contra o bullying da mídia (e seus amigos juízes) contra o povo, de modo que as pessoas possam falar livremente e sem medo diante das câmeras o que falam claramente nas urnas?
Esse combate ao bullying deveria revogar todas as leis que foram estabelecidas contra o povo, inclusive no direito à vida.
A chamada democracia americana tem se pautado pelo desrespeito à vontade do povo, que nunca foi consultado sobre a trágica lei de aborto, que permite nos EUA desde 1973 a matança anual de milhões de bebês americanos desde o momento da concepção até o momento do parto. As elites americanas, que conseguiram impor sua vontade abortista no povo americano, trabalham para estender a todos os povos, mediante ativismo midiático, hollywoodiano e judicial, uma agenda esquerdista radical jamais sonhada pelos fundadores dos EUA. Essa agenda inclui o supremacismo gay, que já vem sendo promovido de forma prioritária pelo governo, mídia e instituições dos EUA.
Quando é que haverá leis contra o bullying da mídia, governo e instituições dos EUA, que promovem e impõem sobre as nações uma agenda de aborto e homossexualismo que o povo americano nunca aprovou?

sexta-feira, 1 de junho de 2012

Salmo 133 - União Evangelizadora


As pessoas vivem uma grande confusão. Estão descontentes, sempre buscando algo que nunca podem encontrar. Suas ações revelam essa confusão. Vemos isso nos relacionamentos, no trânsito, nas escolas, nas ruas, nas casas, nas construções, nas autoridades civis e até religiosas...


CONTEXTO LITERÁRIO 
“[...] A palavra “salmo” vem do grego psalmos que quer dizer um cântico ou um hino. A palavra hebraica para o livro é téhillîm e significa “louvores...” (Beyer, 2001, p. 304).

O livro contém uma coleção de cânticos do coração do povo e que refletem suas experiências pessoais. Podemos dizer que o livro dos Salmos eram o hinário do povo de Deus.


CONTEXTO HISTÓRICO 
“Alguns conjecturam que Davi escreveu este salmo por ocasião da união entre as tribos, quando todos se reuniram, por unanimidade, para fazê-lo rei. É um salmo de uso geral para todas as sociedades, menores e maiores, civis e sagradas... As tribos de Israel há muito tempo tinham interesses distintos durante o governo dos juízes, e que muitas vezes era consequência do que era mau, mas agora que eles estavam unidos sob uma cabeça comum, pois ele teria os sensatos provavelmente para o seu benefício, especialmente porque agora a arca foi fixada no templo, e com ela o lugar de seu encontro para a adoração pública e se tornou o centro de sua unidade...” (Matthew Henry Commentary, BOL 3.0, tradução do comentário em inglês).
“[...] O salmista apresenta a bondade de Deus em termos elevados. E, como os judeus tinham grande experiência em antagonismo interno, que levou a nação quase à ruína, aprenderam o inestimável valor da união...” (Calvino, 2009, p. 437)


CONTEXTO TEOLÓGICO

O tema aqui, portanto, é a “comunhão dos santos”. Na Confissão de Fé de Westminster (1649, XXIV, II) temos a doutrina que reformados presbiterianos creem sobre comunhão: 
“Os santos são, pela sua profissão, obrigados a manter uma santa sociedade e comunhão no culto de Deus e na observância de outros serviços espirituais que tendam à sua mútua edificação, bem como a socorrer uns aos outros em coisas materiais, segundo as suas respectivas necessidades e meios; esta comunhão, conforme Deus oferecer ocasião, deve estender-se a todos aqueles que em qualquer lugar, invocam o nome do Senhor Jesus. Ref. Hb.10:24-25; At.2:42,46; 1Jo.3:17; At. 11:29-30”.


CONTEXTUALIZAÇÃO 

As pessoas, em geral, não conseguem estabelecer uma visão crítica sobre os ajuntamentos. Na verdade há uma grande diferença entre reunião e união. As pessoas podem reunir-se por preferências individuais próprias da pós-modernidade, como por exemplo, num teatro, num estádio de futebol e em outras aglomerações sem que estejam unidas. A união revela razões e sentimentos existenciais baseados na singularidade da criação de Deus, isto é, na humanidade criada como “imagem de Deus”, hoje distorcida pelo erro trazido pelos primeiros pais, Adão e Eva.

O texto trata da comunhão dos santos, mas essa não é a comunhão vivida pelos cristãos hoje em dia, pois a Igreja, muitas vezes, não é o lugar que faz os que crêem verdadeiramente “sentirem-se em casa”: 
“[...]Com isto queremos afirmar que não basta ao crente ter o conhecimento da Palavra de Deus. Ele almeja sentir-se parte do grupo. Sim, ele espera ser edificado espiritualmente. Mas, inegavelmente, ele vai à igreja para ter comunhão com o povo de Deus...” (Juarez M. Filho, in “Amar e Crescer – O Fator Comunhão no Crescimento da Igreja” , 1999, p. 15).

No versículo um o salmista Davi exalta a excelência da comunhão entre irmãos: “Como é bom e agradável quando os irmãos convivem em união!”.

A união é tal elemento evangelizador como a terra é para as plantas, a água para os peixes...

É o ambiente que favorece o crescimento. Vemos isso como um retrato na Igreja Primitiva:
“E perseveravam na doutrina dos apóstolos e na comunhão, no partir do pão e nas orações. Em cada alma havia temor; e muitos prodígios e sinais eram feitos por intermédio dos apóstolos. Todos os que creram estavam juntos e tinham tudo em comum. Vendiam as suas propriedades e bens, distribuindo o produto entre todos, à medida que alguém tinha necessidade. Diariamente perseveravam unânimes no templo, partiam pão de casa em casa e tomavam as suas refeições com alegria e singeleza de coração, louvando a Deus e contando com a simpatia de todo o povo. Enquanto isso, acrescentava-lhes o Senhor, dia a dia, os que iam sendo salvos” (Atos 2.42-47).  


SOLUÇÃO DE DEUS 

Lendo o Salmo 133 com Atos 2 surge a pergunta: Como teremos uma união evangelizadora?

Note que, antes que alguém diga que isso não é importante, ouça o que um dos grandes reformadores apregoa: 
“[...] Davi sugere que a vida do homem não teria vitalidade, seria inútil e miserável, se não fosse sustentada pela harmonia fraternal...” (Calvino [Salmos IV], 2009, p. 439).

Isso significa que para que exista a união fraternal torna-se imperioso resolver as animosidades, os rancores contra quaisquer pessoas. Torna-se necessário remover pesos e pecados através de Cristo (Hebreus 12.1-2; 1 João 1.9).

“[...] Enquanto as animosidades nos dividirem, e os rancores prevalecerem entre nós, sem dúvida podemos ser irmãos mediante um relacionamwento comum com Deus, mas não podemos ser considerados um só povo enquanto apresentarmos a aparência de um corpo quebrado e desmembrado. Como somos um em Deus, o Pai, e em Cristo, a união dever ser ratificada entre nós por harmonia recíproca e amor fraternal...” (Calvino [Salmos IV], 2009, p. 437).


APLICAÇÃO 

Primeiro, a UNIÃO PROPICIA A UNÇÃO ESPIRITUAL (vs. 2) - “É como óleo precioso derramado sobre a cabeça, que desce pela barba, a barba de Arão, até a gola das suas vestes”. O óleo da unção é prescrito em Êxodo 30.23-25. É usado somente para os sacerdotes. Por isso Deus tem uma nação de sacerdotes (1 Pe 2.9)

Segundo, a UNIÃO PROPICIA A BENÇÃO QUE VÊM DE DEUS (vs. 3a) - "É como o orvalho do Hermom quando desce sobre os montes de Sião. Ali o Senhor concede a bênção...". É o Senhor que abençoa e a sua bênção enriquece (Pv 10.22).

Terceiro, a UNIÃO PRODUZ VIDA ETERNA (vs 3b) - "É como o orvalho do Hermom quando desce sobre os montes de Sião. Ali o Senhor concede a bênção da vida para sempre [eterna]”. Quem crê em Jesus Cristo têm a vida eterna (Jo 3.36).


OBRAS CITADAS 

Beyer, B. T. (2001). Descobrindo o Antigo Testamento: Uma Perspectiva Cristã. São Paulo/SP: Cultura tristã.
Bíblia OnLine 3.0. (1999). Baueri/SP: Sociedade Bíblica do Brasil.
Calvino, J. (2009). Salmos (vol. IV). São José dos Campos: Fiel.
Confissão de Fé de Westminster. (1991). São Paulo/SP: Casa Editora Presbiteriana.
Filho, J. M. (1999). Amar e Crescer - O Fator Comunhão no Crescimento da Igreja. Curitiba/PR: Descoberta.