2Coríntios 4:7-18
Entendendo o
Sofrimento
Algumas perguntas sobre o sofrimento incomodam as pessoas em
geral: “Se existe sofrimento, Deus pode existir?”; “Se Deus é bom e também
onipotente, por que, então, existe o mal no mundo?”.
Note que o sofrimento atinge a todos e é
variado. Há sofrimento físico; há dor amortecida e dor aguda; há dor e perda
que causam sofrimento.
Entretanto, há muitas formas de
sofrimento que não se irradiam da dor física. O medo e a ansiedade podem
produzir grande sofrimento. A humilhação, o desprezo, a solidão, o remorso, a
perda de um ente querido, a destruição do casamento, entre outros, podem causar
grande sofrimento.
O sofrimento emocional pode ser
tão profundo como a dor física. Ele é complexo: abrange a mente, as emoções, o
físico e o espírito. A depressão profunda é uma terrível realidade para muitos.
Ainda mais, há a dor do faminto, do desamparado, do órfão, da vítima, do
enlutado, do perdido.
Ora, o sofrimento entrou no
mundo pelo pecado. Hoje a natureza geme por causa do pecado. Os filhos de Deus
gemem por causa do pecado. E o próprio Espírito geme intercedendo por nós.
O que estava por trás do ensino
de Paulo?
No texto de 2Coríntios 4, Paulo vê o sofrimento nos crentes de
Corinto, uma vez que ouviam falsos líderes que “com astúcia” estavam
“adulterando a Palavra de Deus” (2Co 4:2). Esses falsos apóstolos e mestres
alteravam e substituíam as “verdades de Deus” fazendo com que aqueles cristãos não
entendessem o glorioso plano de Deus e nem as lutas pelas quais passassem.
Isto levou Paulo a exortar os
crentes da Acaia (Grécia) para um viver mais profundo que buscasse Cristo no
centro. O apóstolo não desiste da “esperança” de que aqueles irmãos do passado
mudassem as suas atitudes, uma vez que o ministério da nova aliança, no poder
do Espírito Santo é tão excelente quanto poderoso.
Aprendendo sobre a Glória do Sofrimento
Primeiro fala das MARCAS DOS
QUE SOFREM (vs. 8-9). O apóstolo dos gentios usando o termo “em tudo” mostra
quais são as marcas dos que sofrem. Era como dissesse que essas coisas ocorrem
ao mesmo tempo: “em tudo atribulados”; “em tudo perplexos”; “em tudo
perseguidos”; “em tudo abatidos”. Essa é uma realidade triste e traz marcas com
cicatrizes como história e experiência na corrida cristã.
Segundo mostra o ESPÍRITO DOS QUE SOFREM (vs. 7-9). A despeito das
marcas do sofrimento desses irmãos, eles “porém” estavam: “não angustiados”,
“não desanimados”, “não desamparados”, “não destruídos”. A razão é que tinham
um grande tesouro no seu coração, mas suas vidas eram como de barro (vs. 7).
Terceiro regozija-se pela
VITÓRIA DOS QUE SOFREM (vs. 10-15). Os cristãos podem até ser abandonados pelos
seus amigos e perseguidos pelos inimigos, mas jamais serão abandonados por
Deus. Mesmo que haja temores internos e lutas externas não são destruídos. Há
para o crente a “mortificação do corpo”, a “vivificação do Espírito”, “a
vitória da fé” e “a vitória do ser interior”.
Quarto vive pela GLÓRIA DOS QUE
SOFREM (vs. 16-18). O apóstolo mostra que ainda que haja um sofrimento leve e
momentâneo, o ser interior se renova cada dia e produz um “peso de glória”
acima de toda comparação, pois o olhar dos que sofrem está na eternidade e não
nas coisas temporais.
Aplicando na Vida
a) Deus não nos poupa do sofrimento, mas caminha conosco pelo
sofrimento – Is 43:1-3; Sl 23:4;
b) Deus trabalha as
circunstâncias dolorosas da nossa vida e as canaliza para o nosso bem (Gn
50:20; Rm 8:28);
c) Deus transforma as
circunstâncias adversas em benefício para nós (Sl 84:5-7);
d) Mesmo que as circunstâncias
não mudem, Deus mesmo é a razão da nossa alegria – Hc 3:17-18);
e) Podemos nos alegrar nas
próprias tribulações (Rm 5:3-5; Tg 1:2).




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