“Alegrem-se sempre no Senhor. Novamente direi: Alegrem-se” (Fp 4.4, NVI)
William Hendriksen diz que para se obter um dos segredos da verdadeira bem-aventurança é preciso “deixar que reine a alegria interior”. Matthew Henry mostra que: "A alegria supera amplamente todos os motivos que teríamos para estar tristes".
Ora, vivemos nos dias atuais tempos de tristeza. Problemas cruciais nos assediam tenazmente dificultando a presença de uma alegria verdadeira e genuína. Nunca as pessoas tiveram tantas facilidades e nunca se sentiram tão infelizes.
O apóstolo Paulo enfatiza aqui a necessidade da alegria em nossas vidas. Não a alegria do palhaço, mas a real e verdadeira, de plena satisfação interior. Não a enfatiza repetindo apenas como um processo pedagógico ou como obediência à lei moral, mas com o propósito de regozijar-se sempre, sob quaisquer circunstâncias, não importando quão adversas elas sejam.
Pontua o reformador João Calvino: "A alegria do Espírito é inseparável da fé". Agostinho assim concebia a felicidade: "Há uma alegria que não é concedida aos ímpios, mas àqueles que te servem por puro amor: essa alegria és tu mesmo. E esta é a felicidade, e não outra. Quem acredita que exista outra felicidade persegue uma alegria que não é a verdadeira".
Hendriksen inquire o coração: “Pode alguém regozijar-se quando a memória de pecados passados aflige a alma, quando os que amamos sofrem, quando alguém está sendo perseguido, enfrentando possivelmente a morte?”.
Note que Paulo sofre por lembrar das perseguições que fez à igreja: “quanto ao zelo, perseguidor da igreja; quanto à justiça que há na lei, irrepreensível.” (Fp.3:6) “Porque ouvistes qual foi o meu proceder outrora no judaísmo, como sobremaneira perseguia eu a igreja de Deus e a devastava.” (Gl.1:13); “Porque eu sou o menor dos apóstolos, que mesmo não sou digno de ser chamado apóstolo, pois persegui a igreja de Deus.” (I Co.15:9).
Por certo lembrava-se, também, dos amigos que sofriam: "Porque estou certo de que isto mesmo, pela vossa súplica e pela provisão do Espírito de Jesus Cristo, me redundará em libertação, pois tendes o mesmo combate que vistes em mim e, ainda agora, ouvis que é o meu" (Fp.1:19,30), mas, sobretudo, por ele mesmo que era prisioneiro e que tinha diante de si o enfrentamento da própria morte.
Contudo, Paulo se alegra e recomenda que outros façam o mesmo. A razão dessa alegria é JESUS – “alegrem-se... no Senhor”. Ele é a alegria dos homens! É a alegria de Paulo e de todos que o recebem.
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