quarta-feira, 1 de outubro de 2014

Você está aberto ao ensino de Deus?

Jonas 4.1-11


O pastor Thomas Adams disse certa feita: “Se você quer fugir de Deus o diabo lhe emprestará tanto as esporas como o cavalo”.


Jonas já estivera “de costas” para Deus fugindo de sua face, “de joelhos” diante de Deus no ventre do peixe e “de pé” a pregar o juízo de Deus aos ninivitas. Agora está “assentado”.
Há três verdades sobre o ensino do Senhor neste quarto capítulo de Jonas:
A primeira é que O Senhor não é como nós (vs.1-4): 1Com isso, desgostou-se Jonas extremamente e ficou irado. 2E orou ao SENHOR e disse: Ah! SENHOR! Não foi isso o que eu disse, estando ainda na minha terra? Por isso, me adiantei, fugindo para Társis, pois sabia que és Deus clemente, e misericordioso, e tardio em irar-se, e grande em benignidade, e que te arrependes do mal. 3Peço-te, pois, ó SENHOR, tira-me a vida, porque melhor me é morrer do que viver. 4E disse o SENHOR: É razoável essa tua ira?
O Senhor não está mais irado contra Nínive. Ele se deleita em pecadores voltando para ele. O salmista diz: “Os sacrifícios que agradam a Deus são um espírito quebrantado; um coração quebrantado e contrito, ó Deus, não desprezarás” (Sl 51.17,NVI). Jesus mostrou na parábola daquilo que se perdeu (ovelha, dinheiro, filho) que os céus se alegram com o arrependimento (Lc 15.7,10,32). Jonas, entretanto, não gosta de ver pessoas convertidas e por isso há algo pecaminoso em seu coração que necessita ser retirado. Ele está furioso e Deus o ouve pacientemente como fez com Moisés, Elias, Jó, Habacuque, Jeremias e tantos outros. Jonas está irado não porque os pecadores se arrependeram, mas porque os ninivitas não foram destruídos. Ele ora: “[...] Orar é dizer ao Senhor tudo o que está em seu coração naquele momento” (in Jonas, Stuart Olyott, p.69). Note que Deus não é como nós e Jonas reconhece isso: “...és Deus clemente, e misericordioso, e tardio em irar-se, e grande em benignidade, e que te arrependes do mal...” (vs.2).
A segunda é que O Senhor não ensina como nós ensinamos (vs.5-9): 5Então, Jonas saiu da cidade, e assentou-se ao oriente da mesma, e ali fez uma enramada, e repousou debaixo dela, à sombra, até ver o que aconteceria à cidade.6Então, fez o SENHOR Deus nascer uma planta, que subiu por cima de Jonas, para que fizesse sombra sobre a sua cabeça, a fim de o livrar do seu desconforto. Jonas, pois, se alegrou em extremo por causa da planta. 7Mas Deus, no dia seguinte, ao subir da alva, enviou um verme, o qual feriu a planta, e esta se secou. 8Em nascendo o sol, Deus mandou um vento calmoso oriental; o sol bateu na cabeça de Jonas, de maneira que desfalecia, pelo que pediu para si a morte, dizendo: Melhor me é morrer do que viver! 9Então, perguntou Deus a Jonas: É razoável essa tua ira por causa da planta? Ele respondeu: É razoável a minha ira até à morte.
Jonas, então, vai embora para fora de Nínive e constrói uma enramada; fica amuado e faz uma “chantagem emocional” com Deus. Ele usa uma estratégia errada com Deus mostrando-se estranho, em silêncio, “bicudo”, como uma “mula empacada”, não cooperativo até que Deus fizesse as coisas “do seu jeito”.  “[...]Deus não nos ensina como nós ensinamos, ele sempre nos ensina de uma maneira que nos lembre que ele é Deus, e a sua disciplina é perfeitamente sábia, gentil, firme e profunda...” (Olyott, 2012, p. 72). O autor aos Hebreus diz que Deus “...nos disciplina para aproveitamento, a fim de sermos participantes da sua santidade. Toda disciplina, com efeito, no momento não parece ser motivo de alegria, mas de tristeza; ao depois, entretanto, produz fruto pacífico aos que têm sido por ela exercitados, fruto de justiça” (Hb 12.10-11). Jonas não percebeu o amor disciplinador de Deus e nem o seu ensino através da disciplina. O Senhor não ensina como Jonas e como nós muitas vezes ensinamos.
A terceira é que o Senhor vê o que nós nos recusamos enxergar (vs.10-11): 10Tornou o SENHOR: Tens compaixão da planta que te não custou trabalho, a qual não fizeste crescer, que numa noite nasceu e numa noite pereceu; 11e não hei de eu ter compaixão da grande cidade de Nínive, em que há mais de cento e vinte mil pessoas, que não sabem discernir entre a mão direita e a mão esquerda, e também muitos animais? Ora, Deus deseja que as pessoas aceitem os oferecimentos de sua graça, que a salvação deve ser oferecida a todo mundo (Jo 3.16). Jonas, entretanto, está preocupado com a sombra e com a destruição da Assíria, mas não com o que Deus quer fazer. Embora o fundamentalismo muçulmano cresça assustadoramente, estima-se que em trinta anos vieram mais muçulmanos a Cristo do que nos mil anos anteriores, pois o evangelho é mais forte que o Islã e que qualquer dureza de corações. Há milhões de homens, mulheres, jovens, adolescentes e crianças sem Cristo e sem esperança. Você já pensou nisso? Necessitamos ver como Deus enxerga. 
O que estamos fazendo pela evangelização do mundo?
O que estamos fazendo para fortalecer a Igreja de Cristo ao redor do mundo?


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