“Os ninivitas creram em Deus, e proclamaram um jejum, e
vestiram-se de panos de saco, desde o maior até o menor.” (Jonas 3.5)
Há
duas razões especiais para dirigirmos o nosso foco deste capítulo terceiro do
profeta Jonas para o arrependimento ocorrido em Nínive. Primeiro é que esse é possivelmente
o maior despertamento espiritual de toda
a história humana - cento e vinte mil pessoas se arrependem (Jn 4.11).
Segundo, por causa do juízo ninivita profetizado
por Jesus, que é um exemplo de arrependimento diante de Deus (Mt 12.38-41).
Há
duas razões praticas sobre o arrependimento em Jonas 3.1-9:
Primeira, a vida cristã é difícil, mas há compensações (vs. 1-4). Jonas é
um tipo de Cristo no Antigo Testamento. Não devemos ter receio de crer que
Jonas era um “irmão” que esperava não ir para Nínive, mas é exatamente isso que
acontece (vs. 1-2). Ele preferia certamente vê-los mortos. Jonas empreendeu uma
jornada de 800 quilômetros (Arnold & Beyer, in Descobrindo o AT, p. 454), para chegar à Nínive e gastou três
dias para percorrer a todo o trajeto de cerca de 100 quilômetros (Jn 3.3), pela
cidade principal e as três cidades em
volta dela.
O
profeta ficou surpreso com o arrependimento dos atrozes assírios que eram
temidos por serem demasiadamente violentos com seus inimigos (cortavam as mãos
e orelhas; arrancavam os olhos e depois empilhavam os corpos nus ainda vivos
para que morressem sufocados). O profeta tem uma mensagem de juízo vindouro para os ninivitas - “Ainda quarenta dias, e Nínive será subvertida” (vs.4). A vida
cristã é frequentemente difícil - “Entrai
pela porta estreita (larga é a porta, e espaçoso, o caminho que conduz para a
perdição, e são muitos os que entram por ela), porque estreita é a porta, e
apertado, o caminho que conduz para a vida, e são poucos os que acertam com
ela” (Mt 7.13). Seguir Jesus Cristo em alguns locais pode custar até a
vida.
Mas,
a despeito das dificuldades há compensações, uma vez que Cristo concede bênçãos como
perdão dos pecados, paz diante das lutas, alegria na vida, certeza da salvação
e vida eterna.
Segunda, o arrependimento é difícil, mas o Espírito
quebranta corações (vs. 5-9). As pessoas, em geral, olham para as
aparências, mas o Senhor olha o coração: “...o
SENHOR não vê como vê o homem. O homem vê o exterior, porém o SENHOR, o
coração” (1Sm 16.7). O grande problema das pessoas é encarar o que de fato
são. O arrependimento requer isso! Alguns liberais, na sua interpretação
bíblica, não acreditam que houve entre os assírios tal arrependimento. Ora,
este fora ordenado pelo rei da Assíria - Esar-Hadom II (681-668 a.C.), que
determinou à sua nação que lamentasse por cem dias, pois estava temeroso de que
os exércitos medos e persas pudessem causar danos ao seu reino (Stuart Olyott, in Jonas, p. 49); este fato está
registrado nas pedras de Nínive.
Além disso vemos que existe emoção na vida, pois Deus deu uma alma
que tem dois lados - o pensamento e a vontade. João Batista disse: “Eu os batizo com água para arrependimento.
Mas depois de mim vem alguém mais poderoso do que eu, tanto que não sou digno
nem de levar as suas sandálias. Ele os batizará com o Espírito Santo e com
fogo.” (Mt 3.11,NVI). Jesus disse: “Mas eu vos digo a verdade: convém-vos que
eu vá, porque, se eu não for, o Consolador não virá para vós outros; se, porém,
eu for, eu vô-lo enviarei. Quando ele vier, convencerá o mundo do pecado, da
justiça e do juízo: do pecado, porque não creem em mim; da justiça, porque vou para o Pai, e não me
vereis mais; do juízo, porque o príncipe deste mundo já está julgado” (Jo 16.7-11).
Embora
a vida cristã e o arrependimento resultem em crescimento espiritual e conversão
devemos praticar os ensinamentos bíblicos com quebrantamento de coração,
dependência, humildade, entre outros, para que desfrutemos da vontade de Deus.
O resultado foi este: “Viu Deus o que
fizeram, como se converteram do seu mau caminho; e Deus se arrependeu do mal
que tinha dito lhes faria e não o fez” (Jn 3.10).
Você se arrepende diante de Deus pelos pecados cometidos?

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